Developer: OSome Studio
Plataforma: PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox Series X|S, Xbox One, Nintendo Switch, PC
Data de Lançamento: 26 de outubro de 2021

Os Smurfs acompanham os mais pequenos há imensos anos, provavelmente muitos não sabem, mas estes pequenos seres azuis já existem desde a década de 50, mais propriamente desde 1958, quando o ilustrador belga – Pierre Culliford – os “trouxe à vida”. O sucesso dos Smurfs é tão grande que conta com diversas adaptações, desde bandas desenhadas, séries de animação, filmes animados, filmes cinematográficos e videojogos. Não esquecendo obviamente os diversos merchandising da marca, como bonecos, peluches, autocolantes, entre tantas outras coisas. Ao longo dos anos a franquia tem evoluído, e actualizando-se com as tecnologias da época. Se antigamente eram todos desenhados à mão, e com animações em 2D, neste momento temos desenhos totalmente em 3D, cheios de brilhos, sombras, texturas modernas, entre outras coisas, conseguindo estar sempre na vanguarda no que toca a series de animações.

Para quem não conhece estes seres (algo que é difícil), são pequenos seres azuis, quase como se fossem liliputianos, que vivem na floresta em casas que imitam cogumelos, mas que lá dentro são habitações tal e qual as nossas. Uma curiosidade que aconteceu durante diversos anos desta franquia foi a existência apenas de uma Smurf do sexo feminino, conhecida como Smurfette (Schtroumpfette no nome original). Nos últimos anos isso alterou-se, já que começaram a aparecer outras personagens do sexo feminino, embora não tenham grande destaque na franquia. Obviamente que com seres tão queridos, existe sempre o malvado, e neste caso o antagonista é Gardamel, um feiticeiro que detesta os Smurfs e está sempre a tentar capturá-las.

Como já referi acima, ao longo destes anos, vários foram os videojogos lançados. O primeiro deles foi lançado em 1982 para a Atari 2600 e ColecoVision com o nome de Smurf: Rescue In Gargamel’s Castle; para terem uma ideia, são mais de 10 títulos lançados para diversas plataformas, tendo também passado por diversas empresas de desenvolvimento, como a Infogrames que se extinguiu em 2009 e até pela Ubisoft. Agora, no último trimestre de 2021, chegou o novo jogo, desenvolvido pela OSome Studio e distribuído pela Microids. The Smurfs Mission Vileaf (Os Smurfs Missão Florrorosa em Português) é o novo jogo da franquia, e será certamente pura diversão para os mais pequenos.

A história do jogo conta-nos que uma planta estranhíssima está a crescer nas redondezas da vila dos Smurfs, e que está a acabar com toda a floresta verde que sempre existiu, e ainda por cima é bastante tóxica. Obviamente que será um perigo para a sobrevivência das pequenas criaturas, e o ancião da vila, o Papa Smurf bem conhecido pela sua roupa e chapéu encarnado, decide entrar em acção, arranjando um plano para acabar com esta ameaça. Para isso, convoca alguns Smurfs para conseguirem obter alguns itens chaves, de maneira a criarem um antídoto para acabar com este perigo.

O grande problema é que os itens se encontram bastante longe uns dos outros, o que significa que quem aceitar as missões estará sempre em grande perigo. É nesse sentido que os jogadores vão percorrer diversos locais situados à volta da Vila dos Smurfs, de forma a obterem tudo o que o Papa Smurf precisa, assim como ajudar outros smurfs que vão ficando presos devido a esta praga que se abateu na floresta. Vamos ter a possibilidade de comandar Robusto, o Génio, o Chef e a bela Smurfette; mas não estaremos sozinhos, já que para conseguirmos ter sucesso na nossa missão, o Habilidoso, criou uma máquina – o smurficador – que levamos às costas e que tem uma mangueira que nos permite ir acabando com esta praga.

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É bastante interessante ver a evolução do jogo conforme vamos progredindo, acontecendo tudo de forma bastante tranquila, e dando a possibilidade aos jogadores de se irem habituando às novidades, aos novos inimigos, aos quebra-cabeças que vão aparecendo, e até aos melhoramentos que fazemos. The Smurfs Mission Vileaf, para quem não sabe, é um jogo em 3D com diversas plataformas, mas que oferece também espaço para a exploração, e este ponto é essencial para obtermos os itens necessários para fazer os melhoramentos no smurficador.

Diria que é bastante fácil percebermos a inspiração em alguns dos grandes jogos deste género, colocando no topo os jogos em 3D de Super Mario, mas também em jogos que envolvem a exploração para aquisição de itens, assim como alguns objectivos que vão aparecendo ao longo do nosso percurso, que na sua grande maioria tem a ver com o salvamento de outros smurfs.

Já que falamos de melhorias do smurficador, se no início este apenas é uma espécie de borrifador, onde temos a possibilidade de “reviver” ou “despoluir” as plantas, assim como atacar os inimigos, com os melhoramentos ganhamos a possibilidade de planar, de correr a uma velocidade bastante grande e até de aumentar o tempo de todas estas acções.

Como acontece com este tipo de jogos, obviamente coloquei os meus pequenos a jogá-lo, de maneira a perceber como se safavam no jogo. Achei bastante interessante que tanto o mais velho, de 9 anos, como a mais nova, de 5 anos, conseguiram entender-se bem com os comandos do jogo, porém, em níveis mais avançados, a mais nova já começou a ter alguns problemas no tempo de salto e de planar sem cair, mas o mais velho facilmente se desenrascava e conseguia mesmo progredir, mesmo tendo de repetir algumas fases do jogo.

Diria que quer na parte de plataformas e saltos, como até na parte onde temos pequenas fases com vários inimigos em que cada um tem a sua maneira de ser derrotado, o jogo está bastante equilibrado, mostrando que é um jogo propício até para os mais novos, e para aqueles que se estão a iniciar neste enorme mundo dos videojogos.

A jogabilidade é outro dos pontos fortes do jogo, jogabilidade simples, com poucos botões e bastante propícia a raramente se cometerem erros. Quando os cometemos é mesmo por nossa culpa, e não culpamos o comando por não responder, ou porque os botões são confusos. O jogo permite ainda ser jogado por 2 jogadores, embora o segundo jogador não seja um smurf – é uma espécie de máquina voadora, que consegue ir ajudando o primeiro jogador, mas nada mais do que isso.

Algo que facilmente chama a atenção dos jogadores é o seu grafismo. Está brilhante. Muito bonito, com um design moderno – todo em 3D – excelentes texturas, e que nos remete para o mundo daquelas criaturas azuis como nenhum outro jogo fez até hoje; com uma qualidade tão boa como se fosse a própria série de animação. Além do grafismo estar excelente, também não podemos deixar de lado o áudio. As músicas estão bem conseguidas, mas o “prato forte” são os diálogos, todos eles com um bom voice acting, e que faz as delícias dos mais pequenos.

O ponto menos positivo do jogo vai para a impossibilidade de completar o jogo a 100% da primeira vez que passamos por alguns locais, já que isso só é possível depois de obtermos alguns dos melhoramentos do smurficador. Isso irá obrigar os jogadores a voltar a grande parte das missões, de maneira a completarem o jogo a 100%, algo que não é necessário para o finalizar.

Quero também ressalvar que o jogo está todo traduzido para português, facilitando imenso a compreensão dos mais pequenos. Já os diálogos estão em inglês, podendo ser alterados para francês, alemão ou espanhol.

The Smurfs: Mission Vileaf é um jogo quase perfeito para os mais novos, com um grafismo super apelativo, uma jogabilidade muito boa e com uma longevidade relativamente grande, o que raramente acontece nos jogos para os mais novos. Diria que é uma excelente compra para qualquer criança, e que certamente ficará encantada a jogar com as pequenas criaturas azuis.

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