Developer: Bulkhead Interactive
Plataforma: Nintendo Switch
Data de Lançamento: 07 de Fevereiro de 2020

Quem, como eu, tem algum interesse por informática e em particular por inteligência artificial, provavelmente o nome “The Turing Test” chama imediatamente a atenção. Mas para quem desconhece a história, o Teste de Turing foi criado por Alan Turing, um matemático britânico, criptoanalista e cientista da computação, também conhecido pela maquina de Turing. Foi o pioneiro da Inteligência Artificial e muitas vezes é designado como o pai da computação. Tal como foi retratado no filme The Imitation Game, e que relata a importância de Alan Turing e do seu trabalho como criptoanalista no desfecho da segunda-guerra mundial.

Mas em que consiste o Teste de Turing? De maneira muito sintetizada, é um teste onde uma máquina tenta fazer-se passar por um humano, e caso não seja possível distinguir se as respostas estão a ser dadas por um humano ou por uma máquina, então significa que a máquina passou no Teste de Turing. Um bom exemplo disso é terem por exemplo dois humanos e um computador, um dos humanos fica numa sala a olhar para um monitor onde aparecem respostas a perguntas dadas pela máquina e pelo outro humano; sendo que este último não sabe quem deu as respostas, se ao fim de um determinado número de respostas não conseguir distinguir quem era o humano e quem era a máquina, esta passou no Teste de Turing.

Mas vamos então ao jogo: a protagonista é Ava Turing uma cientista que trabalha para a ISA (International Space Agency), e terá de sair da estação espacial que se encontra na órbita de Júpiter para uma das suas luas, a Europa. Isto acontece porque um acidente aconteceu na base que se encontrava em construção nessa lua, e diversos outros trabalhadores da ISA morreram ou estão desaparecidos. O nosso objectivo é ir para essa base e perceber o que se passou, e para nos ajudar temos a T.O.M., uma voz que nos acompanha durante todo o jogo, falando connosco sobre todo o tipo de coisas. T.O.M. descreve-se como uma inteligência artificial, mas na verdade as conversas são tão elaboradas, que durante grande parte da história ficamos na dúvida se é um humano que fala connosco, ou se é mesmo uma inteligência artificial. Além disso, é no decorrer do jogo que vocês percebem o que ali se passou e algo que não vou revelar ou perdia toda a piada ao progredirem no jogo.

The Turing Test tem uma visão em primeira pessoa, e o objectivo é ultrapassar diversos quebra-cabeças e jogos de lógica. Embora seja diferente, podemos dizer que os fãs de Portal vão adorar este jogo. Vamos ter de usar as nossas mãos para agarrar itens e uma arma (EMT) que nos é fornecida logo no início do jogo, e que serve para disparar e puxar núcleos de energia. Esses núcleos servem para oferecer energia a determinadas coisas, como portas, máquinas magnéticas, pontes, entre outras coisas. É a partir de tudo isto que são formados os quebra-cabeças, isto é, em todos os sectores que temos de ultrapassar existe sempre um número muito limitado de núcleos energéticos, porém, muitos locais precisam destes núcleos para seguirmos para o próximo sector. Como já devem ter percebido, o nosso objectivo é conseguir com um número limitado de núcleos ultrapassar aquele sector de uma maneira lógica.

Falando de núcleos energéticos, existem quatro tipos, distinguindo-se pelas suas cores. O núcleo azul é de energia continua, já a verde e rosa é de energia alternada, e o de cor vermelha apenas dá energia uma vez. Acreditem ou não, isto por vezes irá dificultar bastante a ultrapassagem de um sector, o que para quem adora jogos de lógica irá torna as coisas bastante interessantes.

O jogo é constituído por 7 capítulos, onde cada um deles tem 10 sectores. Não pensem que é um jogo muito longo (a não ser que vocês fiquem presos em algum dos sectores), mas em média entre 5 a 6 horas chega para conseguirem finalizar o jogo.

No que toca à jogabilidade, toda ela é muito simples. Temos um botão para interagir com as coisas (como agarrar e puxar), temos um botão de disparar os núcleos e outro para os puxar, e por fim temos os analógicos, onde o esquerdo serve para nos movimentarmos, e o direito será a câmara (os nossos olhos, já que estamos a falar de um jogo com vista na primeira pessoa). Existe também um botão de mini-salto, que sinceramente não me lembro de o ter usado para algo útil.

No que toca ao grafismo, o jogo corre lindamente na Nintendo Switch, oferecendo-nos excelentes gráficos e de forma sempre fluída, seja em modo dock, ou em modo portátil.

The Turing Test é um jogo incrível para os fãs de puzzles e quebra-cabeças. Oferece-nos imensos desafios e a sua dificuldade vai subindo progressivamente. Não é um jogo para todos os jogadores, mas aqueles que gostam do estilo vão certamente adorar. Eu fiquei rendido, e agora em modo portátil é um regalo!

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