Developer: Splashteam, tinyBuild
Plataforma: PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch, PC, PlayStation 4, Xbox One
Data de Lançamento: 30 de agosto de 2022

Este é daqueles jogos que à partida, a expectativa não era muito alta, mas rapidamente percebi que Tinykin é um jogo divertidíssimo e com vários quebra-cabeças para resolver. Com o seu estilo abonecado, o nosso personagem é Milo e tem uma grande particularidade: está sempre a olhar para o ecrã. Seja quais forem os movimentos que fizerem, a cara do personagem está sempre virada para a nossa televisão. É estranho no início, mas dei por mim a esboçar um sorriso só por causa daquilo.

Milo é um cientista que regressa ao planeta Terra e espanta-se porque descobre que a sua figura é muito pequena em relação aos cenários que vão parecer gigantes para quem é da altura de um boneco de lego. O objetivo do jogo é arranjar forma de voltar para casa e para tal teremos de reunir peças em vários níveis que vão formar uma espécie de foguetão. Para tal acontecer, teremos a preciosa ajuda dos ainda mais pequenos tinykins.

A forma destes monstrinhos com um olho lembram os Monstros e Companhia misturados com os bonecos do Among Us num estilo Rick & Morty. Parece esquisito, mas se virem bem acho que percebem o ponto de vista. Eles são como os Flickies de Sonic 3D, isto é, assim que os apanhamos, eles andam atrás de nós seja para onde formos. Há vários tipos de tinykins, desde os que nos ajudam a subir a lugares muito altos, aos que rebentam com caixas ou ajudam a mover um determinado objeto. Estes monstrinhos apenas interagem com o nosso personagem e além de fofos, são uma preciosa ajuda.

Os cenários que encontram são tridimensionais e são, basicamente, as zonas de uma casa onde aterramos. Vamos passar pela sala de estar, pelo quarto e até na casa de banho, onde tudo, dada a nossa pequenez, é absurdamente gigante. Em cada nível, ou zona, teremos de resolver um “problema” principal e ainda, se quisermos, fazer as missões secundárias. Milo vive de andar aos saltos, planar e ainda andar num sabonete deslizante que mais parece um skate, no qual até se pode fazer slides entre algumas partes da casa armado em Tony Hawk.. 

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Paga-nos o café hoje!Os quebra-cabeças são simples e à medida que exploramos as zonas, percebemos que vão aparecendo mais. Mover um objeto pode abrir novos caminhos que por sua vez nos levam a novos desafios, que vão desde ligar fios elétricos, arranjar o leitor de CD ‘s para toda a gente poder ouvir música ou descobrir chaves que depois nos dá acesso a locais que estavam inicialmente escondidos. Nada é muito complicado em Tinykin, nem têm de se preocupar com os inimigos, até porque eles não existem. Não há ataques para fazer, apenas tynikins vermelhos que são autênticas bombas que rebentam quando os mandamos contra a algumas caixas que são necessárias explodir para abrir caminhos ou resgatar novos itens preciosos.

O jogo também não é enorme, longe disso, em pouco mais de cinco horas conseguem terminar Tinykin, sem se aborrecerem ou chatearem-se ao longo da aventura. Pelo contrário, vão esboçar sorrisos e vão divertir-se com algumas das coisas que vão encontrar. 

Graficamente, o jogo não também não é muito exigente e o seu ar de desenhos animados não puxa muito pelas consolas. Eu joguei na Xbox Series, mas este até é daqueles que numa portátil ainda dá mais vontade de jogar. Imagino-me a jogar isto na Nintendo Switch, numa viagem de autocarro, no metro ou até na praia por exemplo. É o típico jogo de um herói que se descobre e que é difícil largar enquanto não se termina. 

O personagem está ainda longe de ser tão carismático como Sonic ou Mario, até porque as figuras principais são os monstrinhos, mas quem jogar esta aventura não se vai esquecer de Milo, nem da sua cara que está sempre, mas sempre, a olhar para nós. A nível sonoro, as coisas também estão bem feitas, principalmente os efeitos usados em diversas situações que acompanham muito bem a envolvência do jogo. 

Tinykin é uma aventura surpreendentemente divertida e simples onde os nossos inimigos são os quebra-cabeças. Os monstrinhos carismáticos são adoráveis e bem que vão precisar deles para chegar ao fim da aventura. Não é um jogo longo, mas nem é preciso ser para chegarem ao fim satisfeitos, contentes e com a esperança de que isto possa ser o início de uma franquia de sucesso no futuro.