Developer: Koei Tecmo Games, Omega Force
Plataforma: PC, Nintendo Switch
Data de Lançamento: 24 de abril de 2022

É quase um dado adquirido que jogos com o selo da Koei Tecmo se tratam de um Musou, o famoso estilo da série Warriors, no qual andamos em lutas de um contra centenas de inimigos e onde facilmente varremos uns quantos com as nossas espadas e poderes ao mesmo tempo que fazemos combos.

Este Touken Ranbu Warriors é mais um caso desses. Do jogo original de 2015 Touken Ranbu para mobile, onde era quase um point-and-click, surge agora a adaptação para o estilo predileto da Omega Force e da Koei Tecmo, levando aqui uma nova abordagem de gameplay que se calhar ninguém imaginava que acontecesse.

Do jogo original fica a história base do em que no papel de um chamado Saniwa os jogadores tinham o poder de transformar espadas em guerreiros denominados de Touken Danshi. Estes guerreiros enfrentam o Exército Retrógrado da História, um grupo de figuras esqueléticas que existem para alterar o rumo da história. Cabe-nos a nós evitar que isso aconteça e proteger a verdade da história recuando até várias épocas passadas.

Percebemos desde cedo que este Touken Ranbu Warriors tem mapas curtos, principalmente para quem está habituado a jogar os outros jogos do género como Samurai Warriors ou Dynasty Warriors. Também não é tão difícil nem desafiante, mas distingue-se com o tradicional hack n’ slash, que acaba por ser uma evolução do jogo de 2015 que praticamente não tinha combates interativos. Aqui, seremos enviados em cada Sortie, é assim que se chamam às missões que teremos pela frente, cada uma delas com vários níveis de combate, nos quais vamos eliminar algumas criaturas específicas.  Esta espécie de investigações que se faz, juntam-se a outras um pouco mais complexas e específicas, mas nunca muito demoradas devido à pequenez dos mapas.

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Na jogabilidade, o combate é a parte que se destaca. Apesar de ser bastante igual a qualquer outro jogo do género Musou, com os tradicionais ataques simples que levam logo uma data de inimigos ao chão ou os combos que acumulam a nossa aptidão para poder usar novos ataques especiais. Podemos ainda usar os nossos colegas de equipa para fazer um ataque combinado em certos momentos dependendo do nosso grau de cumplicidade com eles. Antes de cada missão é pedido para escolher os guerreiros que vão assumir a frente de combate e quanto mais vezes os mesmos lutarem juntos, melhor será a sua valentia e aptidão para derrotar os inimigos. 

Esta é apenas uma das formas que temos para aumentar a química entre eles, mas há outra zona do jogo que se chama de Honmaru, que funciona como centro de operações do nosso exército e no qual podemos colocar duplas a fazer parelha, mesmo que não estejam em missão. Isto vai permitir ganhar pontos de experiência e ganhar química com outros personagens que estejam no mesmo local do Honmaru. Funciona como se fosse uma grande casa ou castelo e em cada divisão podemos colocar por exemplo dois guerreiros dos nossos.

É verdade que Touken Ranbu Warriors não traz nada de revolucionário para o estilo, mas não deixa de ser divertido varrer tudo num instante. Infelizmente graficamente não acompanha os seus companheiros de viagem e parece vindo de uma geração mais antiga e talvez por isso apenas esteja no PC e na Nintendo Switch. Se quiserem um dia chegar à PlayStation ou Xbox, convém melhorar neste capítulo. Além dos modelos datados, não há grandes zonas do mapa para recordar mais tarde, sem nada que nos faça ficar boquiabertos com algo monumental.

Onde não precisam de melhorar é na banda sonora que está muito bem conseguida e assenta que nem uma luva neste estilo de jogos com nomenclatura de Warriors. O som transporta-nos para ambientes épicos e históricos dos tempos da Era de Sengoku, período histórico em que se passa a aventura.

Touken Ranbu Warriors pode ser considerado uma boa alternativa para fãs de Musou, principalmente para quem já varreu Shadow Warriors, Dynasty Warriors ou Hyrule Warriors. Esta é mais uma aposta da dupla vencedora Koei Tecmo e Omega Force, desta vez com mapas mais pequenos que os seus irmãos de combate. É divertido e não é muito complicado para quem quiser iniciar-se nestas lides de hack n’ slash.