Developer: HandyGames
Plataforma: PlayStation 4, PC, Xbox One, Nintendo Switch
Data de Lançamento: 20 de Fevereiro de 2020

Muitos de vocês devem sempre ter ficado intrigados sobre o interesse de certos jogos de gestão e construção que também são conhecidos como tycoons. A HandyGames agarrou nos pergaminhos desses jogos e foi um pouco mais além com Townsmen – A Kingdom Rebuilt.

Neste jogo somos o governador de uma aldeia, e neste ponto temos de geri-la em vários aspectos, porque além de toda a construção de edifícios é preciso ter em conta tudo o resto que envolve uma civilização, isto é, recursos, dinheiro e conflitos. Estes conflitos podem ser militares ou causados pelo descontentamento do povo, seja porque querem novos edifícios, locais de lazer, ou apenas porque os impostos estão demasiado altos.

Algo que chama a atenção instantaneamente é o grafismo do jogo, e vou começar por aqui já que este foi um dos pontos que me agradou imenso no jogo; primeiro porque apresenta diversas cores, depois, porque tudo está extremamente detalhado; mas também por oferecer um estilo mais virado para o cartoon, o que ajuda a deixar um pouco de lado aquele realismo que muitos jogos deste género oferecem.

Deixando os gráficos de lado, vamos então falar nas três opções que este jogo tem para nos oferecer:

O primeiro modo é a Campanha que além de ser um modo desafiante e com diversos níveis, serve também de introdução e tutorial do jogo. A história é bastante simples: fomos expulsos do palácio real por pensarem que tínhamos roubado o rei, e ao fugirmos para aquela aldeia por sermos uma pessoa importante passamos a ser o seu governador.

Durante esse tempo vamos tendo um lacaio que nos vai ajudando e informado do que se está a acontecer. Teremos diversas missões por cada um dos níveis e onde vamos aprendendo os recursos que temos à disposição, assim como os edifícios, como produzir produtos e outros recursos, como vendê-los, e como verificar o estado da população.

O grafismo pode ao início não dar a entender como o jogo é complexo, mas na verdade até é, porém, no bom sentido. Só para terem um pequeno exemplo, para produzirem armas e armaduras vão ter de criar uma mina e colocar trabalhadores para obterem minério de ferro; esse minério terá de passar pela fundição e essa mesma fundição precisará de minério de ferro e de carvão para criar as barras de ferro, logo, vão precisar de uma cabana do silvicultor para fornecer madeira, e essa madeira irá para a carvoeiro que criará carvão, tendo então o carvão e o minério de ferro, finalmente a fundição poderá criar as barras de ferro para o armeiro ter um dos materiais necessários para criar as armaduras e armas.

Tendo as barras de ferro estas terão de ser distribuídas pela oficina de ferramentas para criarem ferramentas necessárias para criar armas e pelo armeiro. Com ferramentas e barras de ferro o armeiro já consegue fazer as vossas armas. Quanto as armaduras é necessário também terem couro, para isso necessitam da cabana do caçador para apanhar animais, esse caçador irá fornecer carnes e peles, que vão ter de passar pelo curtume que criará o couro, por fim esse couro irá para o armeiro para serem criadas as armaduras.

Quis dar-vos este exemplo porque até na criação de comida e roupa para a população a complexidade de criação é quase similar. Para quem gosta deste tipo de jogos esta complexidade é incrível, e obriga-nos a planear bem como vamos criar a nossa aldeia. Falando em planeamento, existem diversos tipos de mapas, tanto na variação de tamanho, como nos cenários, desde vales verdejantes, a locais onde a construção se torna bastante mais difícil.

Para uma boa gestão é necessário ter em conta as quatro estações do ano, o que irá implicar diversas estratégias no que toca a recursos. Existem estações do ano em que não é possível fazer diversas coisas, um desses exemplos é por exemplo no inverno quando chega a neve e é impossível semear: e tanto o trigo, ervas, uvas entre outras plantações passam a inexistentes. Nesse sentido têm de programar uma boa colheita durante as outras estações, para que durante o inverno a vossa aldeia ter alimentos.

Conforme vão criando a vossa aldeia, concluindo missões e melhorando o desempenho dos habitantes e trabalhadores vão ganhado experiência que irá fazer com que subam de nível, e será depois possível pesquisarem melhoramentos para a aldeia. Esses melhoramentos são de vários tipos, desde os trabalhadores conseguirem carregar maior quantidade de recursos, assim como melhorar edifícios, entre muitas outras coisas.

O próximo modo de jogo que podemos encontrar chama-se Cenários, e aqui vão ter diversos desafios (26 no total), uns de baixo grau de dificuldade, mas outros também bastante mais complicados. Tudo acontece um pouco como no modo campanha, onde vamos tendo missões que temos de concluir, no entanto, existem cenários em que a aldeia que vos é dada está praticamente devastada, e noutros casos está tudo equilibrado. Será a vossa capacidade de gestão que irá fazer a diferença no sucesso ou insucesso destes desafios.

Por fim temos, o modo interminável, onde não existem missões e temos apenas de criar a nossa aldeia da maneira que bem entendermos. Este modo não tem fim e é uma maneira de se divertirem a criar uma aldeia durante o tempo que bem entenderem.

Outro ponto que achei de extrema competência por parte da HandyGames foram os controlos do jogo, que estão incrivelmente adaptados aos comandos das consolas; sejam eles da PlayStation 4, Xbox One ou na Nintendo Switch – a plataforma na qual testámos o jogo. Este é daqueles jogos que por vezes pensamos que só se jogam bem num PC devido ao uso do rato, mas a verdade é que neste caso até nas consolas funciona bastante bem. Algo que não posso deixar de enaltecer mais uma vez é o jogo estar totalmente localizado em Português

Townsmen – A Kingdom Rebuilt surpreendeu-me bastante pela positiva e posso quase dizer que fiquei bastante viciado no jogo, principalmente no modo Campanha e Cenários. Se são fãs de jogos de tycoon no campo da construção de cidades, então não se vão arrepender.