Developer: ILMxL AB
Plataforma: PlayStation 4 (PSVR)
Data de Lançamento: 01 de setembro de 2020

Vader Immortal: A Star Wars VR Series é um jogo em jeito de  mini-série, em Realidade Virtual, no universo do Star Wars, que já saiu o ano passado com a ajuda dos “Oculus” e que agora a ILMxLAB o lança no PSVR. A aventura ganhou vários prémios em 2019 pela maneira como estava feito e foi com essas boas impressões que viajei até uma galáxia muito, muito distante com a esperança de que a força estivesse comigo.

Devo dizer que não sou daquelas pessoas viciadas em Star Wars. Desculpem-me os fãs mais dedicados, mas fiquem a saber que gosto dos conceitos, personagens e até da imensa gama de merchandising que criaram e que até já me fizeram gastar algum dinheiro. Posto isto, sabem os mais atentos que Vader Immortal: A Star Wars VR Series é dividido em três episódios de cerca de 45 minutos, bem aos estilo episódico de uma série atual. Além da história existe uma opção de combate onde treinamos as nossas habilidades e somos encorajados a bater recordes para ganhar extras.

Sem querer revelar muito da história, devo dizer que esta não é incrível. É uma narrativa bastante simples até, mas que tem o Lord das Trevas, Darth Vader, sempre presente e só por isso pode valer a pena ser experimentado. Nós estamos no papel de um descendente da Casa Real do planeta Mustafar, onde vamos começar a aventura, muito contra nossa vontade. Para nos ajudar temos um robô aliado capaz de se intrometer em tudo e nos ajudar quando não sabemos o que é para fazer. 

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Tecnicamente, Vader Immortal: A Star Wars VR Series está bem conseguido dentro de algumas limitações. Explora quase todas as funcionalidades do PSVR como já vimos noutros jogos e acrescenta-lhe alguma dimensão com a banda sonora que acompanha a aventura. Vamos ter de fazer as habituais figuras tristes para quem está de fora a ver quando somos confrontados com a subida de escadotes, trepar alguns ferros e claro combater com os sabres de luz. É esse o ponto forte do jogo. No episódio 1 vamos encontrar e aprender a usar um, enquanto nos juntamos ao lado negro da força e a Darth Vader. No segundo episódio vamos aprender mais algumas técnicas até chegar ao derradeiro onde vamos poder colocar tudo em prática da melhor forma que sabemos. 

Os capítulos não são uma seca, mas há algumas partes na narrativa que são demasiado lentas com conversas bastante longas. Sinceramente para um jogo de Realidade Virtual, prefiro mais ação, mas a premissa é clara e temos de conviver com o facto de ser uma espécie de série. Talvez por isso quase que tenha ficado mais fã do modo Lightsaber Dojo, a tal arena de combate virtual que nos ensina e nos faz combater contra enormes vagas de inimigos e que nos faz ganhar prémios. Pareceu-me bem mais viciante que a jornada normal que é bastante mais pausada.

O jogo apresenta as falhas normais de um jogo VR. Não conseguir apanhar alguns objectos que estão fora de alcance, porque a nossa câmera não está colocada no devido lugar ou nós mudámos de posição em certo ponto que agora não dá para chegar lá. Ficar um pouco à toa sem saber o que fazer e claro, a movimentação, que será sempre uma desvantagem do VR. Para tentar minimizar algumas perdas de ritmo a movimentação é feita ao olhar para determinado local e apontando com o comando move podemos escolher para onde ir. Também permite mudar a nossa perspectiva da imagem para evitar viragens bruscas e correr o risco de ficar preso nos próprios cabos do PSVR. Mas isto são coisas que os jogadores VR já se habituaram ao longo do tempo, é assim com quase todos os jogos e há que viver com essas limitações. 

Os comandos move funcionam como se fossem as nossas mãos, mas há sempre uma percepção de que algo não está certo em muitos movimentos. A nossa liberdade é limitada para usar este ou aquele truque. Limitem-se a defender e a atacar no momento certo ou a responder aos tiros dos Stormtroopers e das suas máquinas ao inverter a marcha dos tiros para os derrubar.

Para um jogo de Realidade Virtual, os gráficos cumprem com o esperado, mas é na sua sonoridade que o jogo ganha algo mais. A banda sonora de Star Wars já se sabe que é boa, mas fica bem transportada para este universo paralelo. 

Vader Immortal: A Star Wars VR Series acaba por ser uma boa aventura em Realidade Virtual, não só para os fãs da saga, como para outros mais desligados. Agora não pensem que é uma aventura muito grande, apesar de serem 3 capítulos distintos. É mais visto como uma série de 3 episódios e pelo meio joga-se um pouco. Explora muitas das potencialidades da tecnologia VR, mas comparado com outras ofertas como Blood & Truth ou Iron Man VR, precisava de algo mais para os conseguir superar. De qualquer das formas, não é todos os dias que se conversa com Darth Vader e por isso se jogarem esta aventura, que a força esteja convosco.