Developer: Eko Software
Plataforma: PlayStation 4, Xbox One e PC
Data de Lançamento: 31 de maio de 2019

Warhammer e Games Workshop, dois nomes que estão tão interligados que quando falamos de um automaticamente nos lembramos do outro. Tudo começou com jogos de tabuleiro em 1987, e ao longo dos anos foi ganhando uma dimensão cada vez maior. Começou com Warhammer 40K e depois foram sendo criadas outras franquias sempre com o nome Warhammer até que entraram no mundo do videojogos – e são muitos os videojogos que estão ligados a esta franquia.

O último foi o Warhammer: Chaosbane, um RPG de acção que quase se confunde com uma das sagas mais emblemáticas de sempre no mundo dos videojogos: Diablo. Não é em vão que faço aquela afirmação, já que é simplesmente impossível não verificar a enorme inspiração no RPG da Blizzard, e mais propriamente em Diablo 3.

Como já é habitual neste tipo de jogos, existem diversas classes que podem escolher no início. Cada uma tem a sua própria história inicial, no entanto diversas missões são idênticas durante o jogo, alterando pontualmente algumas missões. Falando das classes temos Konrad Vollen, um Soldado Imperial, um Elfo Mago chamado Elontir, Bragi Axebiter um Slayer e por fim Elessa uma Scout. Algo que vão notar imediatamente é a diferença de jogabilidade quando trocamos de personagens, cada uma tem a sua própria maneira de jogar, as suas próprias habilidades e obviamente o melhor é conseguirem perceber qual aquela que se adequa melhor ao vosso estilo.

Devo dizer que achei Elontir incrível, e provavelmente até demasiado “overpowered“, e embora tenha testado todos os personagens, foi com este que segui a minha aventura até ao fim. Mas vale a pena tentarem completar todas as personagens, pois como disse, as missões não são todas iguais e se formos aos pormenores das conversas e dos diversos personagens que encontramos, então nota-se claramente uma diferença até na maneira como certos personagens interagem uns com os outros.  Já que falamos de interacção, os diálogos estão muito bons, existindo voz em todos os diálogos; a personalidade de cada um dos diversos personagens e é bem distinta, e até isso interfere com aqueles que nos rodeiam.

Algo que impressiona bastante em Warhammer: Chaosbane tem a ver com o gameplay em si, isto é, sentimos que os personagens correspondem bem ao que queremos. Boa resposta, bom dano, skills interessantes (e já vamos falar disso mais à frente), até em termos de cenário e inimigos está óptimo. Os inimigos estão super bem desenhados e com alguma variedade. Temos uns mais fortes do que outros e com habilidades diferentes; uns mais rápidos, outros mais lentos, mas sempre com um especto diabólico e de monstros horripilantes. Os cenários também estão com boa qualidade, sempre com aquele aspecto caótico e gótico para nos dar uma boa ideia do que se está a passar.

Conforme o personagem vai subindo de nível vai desbloqueando novas skills assim como pontos para as poderemos equipar. E falando nisso, o sistema de skills é bastante interessante, desde logo porque não é por termos uma skill desbloqueada que a podemos usar, para equiparmos uma skill é preciso termos pontos para o fazer, e por vezes temos de desistir de ter duas skills equipadas para conseguirmos equipar uma bastante mais poderosa. Em suma, o importante é decidir o que serve melhor para determinada altura. Uma ideia boa e bem implementada.

Existe também uma árvore de melhoramentos, e aí é necessário terem fragmentos para conseguirem desbloquear os inúmeros ramos que esta possui. Existem diversos fragmentos e cada um com a sua cor que são apanhados ao derrotarmos monstros, além de matarmos bosses e até concluindo missões.

O drop de itens também está excelente. Na verdade, acho que é dos jogos que dá mais vontade de farmar visto que a equipa de desenvolvimento de Warhammer: Chaosbane não teve problemas em colocar diversos itens a cair. É daqueles jogos que não é preciso passar horas e horas a jogar para conseguirmos determinados itens; sente-se que se trabalharmos para isso ele irá cair sem precisarmos de andarmos num grinding interminável, algo que, por vezes, faz os jogadores desistirem de jogar determinados jogos.

Os Bosses são outro dos pontos fortes deste jogo. Um no fim de cada acto, mas todos interessantes à sua maneira. Todos têm uma determinada maneira de os derrotarmos, e acreditem que sem perceberem a lógica torna-se difícil conseguirem ultrapassá-los. Descansem que quando acabam o jogo, no seu EndGame, têm a possibilidade de os visitarem as vezes que quiserem e reviverem esses momentos, obtendo novos drops para conseguirem concluir determinado Set, ou mesmo por pura diversão.

Algo que não podia faltar neste jogo era o modo multiplayer online, e temos a possibilidade de convidar amigos a juntarem-se à nossa sessão, ou procurar sessões e jogar com outros jogadores. E é neste modo que o jogo precisa ser melhorado, porque caso entrem a meio de uma sessão vão aparecer na cidade do acto onde está a decorrer essa mesma sessão, sem terem ideia de onde estão os outros jogadores; e por vezes, quando estão a encontra-los, eles finalizam a missão e estivemos a perder tempo sem necessidade alguma. Por isso, o melhor será mesmo jogarem com amigos, e por chat, para as coisas conseguirem ser melhor coordenadas.

Como RPG de acção Warhammer: Chaosbane é exactamente aquilo que todos os jogadores gostam. É um “puro Diablo 3”, que precisa de algumas afinações para ficar no ponto (como é o caso do multiplayer que vos falei). É algo curto, e não é um daqueles jogos que demoram imensas horas a finalizar. Porém, podem tentar finalizá-lo com todas as personagens, e além disso é na sua jogabilidade que consegue impressionar e agarrar os jogadores. A verdade é que depois de o finalizar fiquei com vontade que cheguem novos conteúdos ou até uma expansão com mais história, porque deu-me mesmo imensa satisfação jogá-lo!