Developer: Rebellion Developments
Plataforma: Playstation 4, Xbox One, PC
Data de Lançamento: 10 de Março 2020

Terror Lab é o primeiro DLC de Zombie Army 4: Dead War e por isso talvez não seja descabido começar por ler primeiro a análise que foi feita ao jogo, antes de partir para mais umas horas de um DLC que segue a mesma lógica do original: matar zombies. Zombie Army 4: Dead War – Terror Lab é a primeira de três adições que foram prometidas pela Rebellion, ainda antes do lançamento do jogo, e que fazem parte do Season Pass.

Estaria eu à espera de uma grande mudança no jogo ou de uma reviravolta na maneira de jogar? A resposta é não. E ainda bem que não, porque o que vão encontrar em Terror Lab não é nada do que não tenham encontrado ao longo da campanha principal. Há mais uma arma ou outra, uma nova personagem, uns fatos e umas skins para as nossas armas, mas este primeiro DLC de Zombie Army 4: Dead War é um acrescento à campanha basicamente que demora pouco mais de hora e meia a ser concluído. Este episódio, vou chamá-lo assim, é dividido em quatro capítulos, tal como nas outra zonas pelas quais passaram na campanha. Esta história começa no mesmo ponto em que acabou a outra em que depois de derrotarem os chefes nazis dos zombies, temos nas nossas mãos uma relíquia e vamos saber para que é que ela serve, se é que serve para alguma coisa. É esse o pretexto para infiltrar-nos num laboratório aparentemente secreto e adivinhem, começar a matar zombies em catadupa.

Não me canso de dizer que este jogo em single-player não é tão divertido e até se torna mais difícil. Desta vez experimentei primeiro sozinho, ainda passei o primeiro capítulo, mas depois preferi juntar-me a outros jogadores e é aí que a diversão continua a acontecer neste Zombie Army 4: Dead War – Terror Lab. Estes primeiros dois capítulos até são relativamente tranquilos para passar, o verdadeiro desafio vem nas partes 3 e 4 deste episódio. O boss final, se é que o podemos chamar assim então parece que nunca mais acaba com hordas e hordas de zombies por todo o lado num cenário de rituais desconhecidos. É preciso suar do bigode e provavelmente alguém da vossa equipa vos vir salvar da morte uma ou outra vez. Sem ter a certeza porque o tempo passa rápido são uns bons quinze minutos em que nos temos de aguentar em pé a matar estas criaturas. Também é importante dizer que de laboratório, este DLC tem apenas o primeiro capítulo, porque depois passamos para floresta e campo aberto como conseguimos ver noutros capítulos da campanha. O nosso personagem continua a evoluir desde o ponto onde ficámos e existem ainda mais uma data de colecionáveis para encontrar. É aí que está a maior oferta deste Terror Lab, como aliás em grande parte do jogo Zombie Army 4: Dead War que soma colecionáveis que parecem não ter fim. Os inimigos que vamos ter pela frente são familiares porque já os vi ao longo da campanha. Há gigantes, suicidas, alguns snipers e aqueles que parecem fantasmas que resistem bastante à morte total.

Para os derrotar continuamos com as mesmas armas disponíveis e ainda mais umas novas para cada categoria. Vamos poder continuar a ter as granadas e as armadilhas que tanto jeito nos dá na hora de nos protegermos dos zombies. Além do modo campanha, este Terror Lab vem com um novo mapa no modo Horde, onde num campo aberto selvagem somos desafiados a sobreviver a várias vagas de mortos-vivos. De resto tudo se mantém igual. Terror Lab é um bom conteúdo extra, mas parece que falta algo mais. Mais do que uma nova personagem, um novo nível ou uma nova arma. Não é daqueles DLC que recentemente vimos em Divison 2 com mais 30 horas. Este apenas tem, no máximo, se quisermos concluir tudo umas três horas. Também fica já dado o aviso que os outros DLC previstos serão muito nestes moldes pelos vistos.

Se gostaram de Zombie Army 4: Dead War, Terror Lab não desilude no que toca à jogabilidade e à fórmula. Vão estar gratos por ter mais um nível para passar e a verdade é que me fez voltar a viver os bons momentos da campanha original que é acima de tudo divertido quando jogado em grupo. Não é pior, nem é melhor do que aquilo que já tinha sido feito, mas sabe a pouco quando reparamos que afinal é só mais um nível sem grandes surpresas.

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