Developer: PlatinumGames
Plataforma: Nintendo Switch
Data de Lançamento: 28 de outubro de 2022

A espera foi bastante longa. Passaram-se 5 anos desde o anuncio de Bayonetta 3 para a Nintendo Switch, mas finalmente a bruxa mais fantástica e fashion de sempre está de volta! Depois de dois jogos de enorme sucesso, o terceiro jogo era muito desejado pelos fãs da franquia, e certamente não ficarão desiludidos com o que está para chegar.

Estando a jogar o jogo há já alguns dias – mas ainda não o tendo finalizado – devo dizer que o jogo está igual ou melhor do que podíamos esperar. Não entrado na história – porque isso vamos deixar para a análise – vou focar-me mais na jogabilidade, nos demónios e nos combates.

Sendo este um hack and slash como se gosta, os jogadores podem preparar-se para batalhas quase sem parar. O jogo conta com diversas cutscenes que vão aparecendo, quer no início dos capítulos, mas também a todo o momento no meio deles, dando-nos sempre uma ideia de tudo o que está a acontecer, e até nos enquadrando sempre na história. É uma maneira muito interessante, que muitas companhias começaram a usar nos seus jogos, e que resulta muito bem, dando uma sensação de envolvência muito maior nos jogos.

Em Bayonetta 3, iremos combater um novo tipo de perigo, fazendo com que os inimigos sejam totalmente novos e diferentes do que estamos habituados. Além disso, muitos dos inimigos são bastante duros, e acreditem que tive combates que me fizeram suar. Seja como for, aqueles que preferem uma experiência que dê menos trabalho, podem sempre baixar a dificuldade, ou no caso de quererem uma experiencia que vos leve ao limite, podem sempre fazer o oposto, isto é, aumentar essa dificuldade.

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A nossa bruxa, como é habitual, andará com o seu “cenário” incrível como sempre. E equipada com as suas pistolas, as Colour My World, que estão sempre nas suas mãos, assim como acessórios perfeitos para os seus sapatos, sendo o tacão da bota a ponta da arma. Para quem não sabe, todas as armas estão ligadas a um demónio, os Demon Slaves, e no caso destas armas, estarão ligadas à Madama Butterfly.

Quero com isto dizer que, embora as Colour My World sejam tão míticas, – e acredito que ofereçam uma nostalgia única aos jogadores –, a verdade é que terão outras armas para se divertirem, como é o exemplo da G-Pillar, uma rifle de alto calibre que serve também de bastão, embora mais lenta do que outras armas, esta dá um dano impressionante, e é excelente para quem gosta de armas mais pesadas que limpem grande parte da energia dos inimigos. No caso das G-Pillar estas estão ligadas ao demónio Gomorrah.

Por último, falar de uma arma que adorei imenso, e que me deu um gozo enorme jogar com elas, a Ignis Araneae Yo-Yo. E como o próprio nome indica é um Yo-Yo que nos permite fazer golpes incríveis, invocando diversas vezes o demónio que a ele está ligado – a Phantasmaraneae. É uma arma que nos lembra muitas vezes as lâminas do chaos de God of War, mas ainda mais overpowered, permitindo-nos fazer combinações, ataques e efeitos incríveis com Bayonetta.

Além disso, conforme as armas que esteja a usar, quer nos ataques, como também na exploração, tem a possibilidade de fazerem uma espécie de fusão com os Demon Slaves. Isso tem o nome de Demon Masquerade, e fará com que tenhamos algumas habilidades especiais, sendo que por exemplo no caso da fusão com Madama Butterfly, poderemos voar por instantes.

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Depois, algo que deixará os jogadores imensamente satisfeitos é saberem que podem invocar os Demons Slaves a qualquer momento, desde que para isso a barra de magic power tenha algum conteúdo. E no caso de invocar os demónios, sermos nós a controlá-los, enquanto Bayonetta vai dançando ao belo som da batalha. Obviamente que caso Bayonetta seja atacada enquanto dança, a invocação acaba. Confesso que a sensação de podermos invocar estas criaturas a qualquer altura, traz ainda mais emoção à batalha, e uma sensação de poder incrível. Podem ter até 3 Demons Slaves prontos a serem invocados, e no caso das armas, apenas podem ter 2 opções para mudar rapidamente.

Falar um pouco também da nova personagem que chega agora, e que será um dos pilares da história, Viola, que será uma personagem jogável em alguns capítulos, e terá uma jogabilidade diferente de Bayonetta. Usa uma espécie de espada de samurai, terá ataques diferenciados da nossa protagonista e também tem uns poderes bem “malucos”. Só para terem uma ideia, Viola também consegue invocar uma criatura, e ao contrário de Bayonetta, aqui a criatura agirá por conta própria, enquanto nós continuamos a jogar com Viola. Na análise que chegará perto do lançamento do jogo, falaremos mais desta nova personagem, da história do jogo, e muito mais.

Graficamente o jogo está muito agradável. Obviamente que algumas texturas têm de perder alguma qualidade devido à enorme velocidade que o jogo oferece durante os combates. O próprio design das personagens está magnifico, com Bayonetta a mostrar-se no seu novo fato, bem diferente dos jogos anteriores, assim como todos os outros personagens da franquia – e aqui já incluo Viola – a ter o seu estilo de moda, bem diferente uns dos outros. Algo que também não posso deixar de referir é a optimização do jogo que está incrível, sempre com uma performance impressionante quer a jogar em modo portátil, como na dock. Por fim, não esquecer a banda sonora, que está divinal!

Bayonetta 3 parece ser tudo aquilo que os jogadores desejaram, e talvez um pouco mais. Diria que mais uma vez a PlatinumGames mostra que consegue fazer hack and slash como ninguém. E até agora estou simplesmente a adorar o jogo!