Developer: Cococucumber
Plataforma: Xbox One, Xbox Series e PC
Data de Lançamento: 2021

Durante a cerimónia dos The Game Awards foi dada a possibilidade aos jogadores de experimentarem algumas demos de jogos durante uns dias. E uma dessas demos foi do interessante jogo indie Echo Generation, um título que comemora a nostalgia de uma forma muito especial, e que foi possível jogar na Xbox One, Xbox Series e Steam.

É um jogo que será do agrado de muita gente, particularmente para quem jogou títulos como o Octopath Traveler e o Earthbound, e gosta de jogos em 2D e Pixel Art. O estúdio Cococucumber ficou encarregue de dar vida a esta ideia que se traduz num adorável RPG singleplayer, e há que dizer que fazem um óptimo trabalho, entregando uma boa experiência para quem aprecia o género.

A demo é relativamente curta, mas dá-nos uma boa noção do que podemos esperar quando estiver completo e pronto. Tem lugar numa pequena cidade Canadiana, no ano de 1993, onde um grupo de crianças, durante as férias de verão, se vê a mãos com a missão de descobrir o que está por trás de uma série de acontecimentos sobrenaturais que ocorreram recentemente.

Eventualmente perceberão que a sobrevivência da cidade e dos seus habitantes dependerá da sua coragem, determinação e amizade para que se evite o pior, e as forças do mal sejam derrotadas.

É impossível não relacionarmos imediatamente com Stranger Things, não só pela premissa da história, mas também pela própria conjuntura artística, nomeadamente na escolha de cores vivas e magnetizantes. Mesmo sendo em Pixel Art, o aspecto gráfico é um dos pontos onde Echo Generation verdadeiramente se destaca, sendo que a equipa de desenvolvimento está de parabéns.

Para quem gosta de combate por turnos, há que dizer que proporciona vários momentos de diversão. Ainda lhe falta algum polimento, mas já oferece uma boa jogabilidade. Há momentos de muita acção, mas também de exploração, já que teremos de encontrar certos items que nos darão depois acesso a novas áreas da pequena cidade. Sim, porque boa parte do jogo será passada a cumprir algumas tarefas que abrirão depois espaço para outras fases da narrativa.

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 O combate por turnos é combinado com mini-games e quick time events que activam funções de ataques críticos e de defesa, sem esquecer os ataques especiais, o que faz com que as batalhas sejam sempre diferentes de umas para as outras, e que em partes, até faz lembrar um pouco o Paper Mario.

Os inimigos são bastante variados, e tanto defrontaremos monstros mecânicos, como ratos gigantes, e até pandas, que são tudo menos inofensivos. E preparem-se, porque o Boss que enfrentarão no final da demo será um osso duro de roer.

No final de cada nível teremos a opção de melhorar os nossos stats, de maneira a construirmos as personagens como for mais da nossa conveniência. As opções não são muitas, e mais no âmbito de atributos básicos, como o ataque e os Hit Points, no entanto, já ajuda a estarmos prontos para o que se segue.

É engraçado quando começamos a entender a dinâmica dos combates e o que cada personagem pode fazer, para planear uma estratégia que se torne o padrão. Todavia, é tudo muito dependente dos inimigos que temos pela frente, e infelizmente tem alturas que parece que o jogo é demasiado tendencioso e injusto.

Não é, contudo, algo que estrague a experiência, mas certamente que será um dos focos das correcções que inevitavelmente chegarão na versão final, porque de resto, não encontrámos grandes problemas.

Musicalmente, Echo Generation prima pela simplicidade, ao mesmo tempo que proporciona um espirito de aventura no jogador. A música e os efeitos sonoros são agradáveis e fazem lembrar os jogos dos anos 80 e 90, o que sem dúvidas trará muitas recordações a alguns jogadores.

Echo Generation é um jogo que reúne diversas propostas e elementos de outros jogos, e mesmo sem ser apaixonante, esta demo consegue entregar alguns momentos de diversão, criando boas expectativas para quando chegar na sua totalidade.