Developer: Omega Force, Intelligent Systems
Plataforma: Nintendo Switch
Data de Lançamento: 24 de junho de 2022

Depois do enorme sucesso de Hyrule Warriors: Age of Calamity, o anúncio de Fire Emblem Warriors: Three Hopes deixou-me logo bastante entusiasmado. Além de adorar os jogos de Fire Emblem, adicionar combates ao estilo de Dynasty Warriors (os chamados Mosou) que tanto aprecio seria provavelmente a cereja no topo de bolo. Por outro lado, poderia ser algo terrível pois iriamos perder todas aquelas componentes tão entusiasmantes e de RPG’s que os jogos de Fire Emblem oferecem.

A verdade é que depois de jogar alguns capítulos do jogo que se contam pelas das duas mãos, confesso que estou verdadeiramente impressionado, pelo menos até agora. Já que o jogo consegue ser um Fire Emblem na sua plenitude, alterando (apenas) a maneira de combater, deixando de ser um RPG táctico por turnos e passando a ser um jogo cheio de acção, como são os mosou.

Para quem jogou Fire Emblem Three Houses ficará familiarizado quer com os ambientes que vamos encontrar no jogo, mas também com diversos locais, já que o jogo passa-se também em Fódlan, um continente que neste momento vive em paz e que está dividido por três nações; o Império de Adrest que ocupa o lado oeste do continente, o Reino Sagrado de Faerghus que ocupa noroeste do continente, e a Aliança de Leicester que se situa a sudoeste. Depois, no centro do continente, está situado o mosteiro de Garreg Mach, onde se encontra a Igreja de Seiros, tal como o seu exército, e ainda Officers Academy. Este é um local neutro, e um local de estudo para muitos dos estudantes mais importantes das três nações.

Por esse motivo, existem três turmas no mosteiro – uma de cada nação. Os Black Eagles House pertencem aos principais estudantes do Império de Adrest, e que são liderados pela princesa Edelgard, pelo seu conselheiro Hubert, e também por Dorothea, Bernadetta, Ferdinand, Caspar, Petra e Linhardt. A Blue Lions House pertence aos estudantes do Reino Sagrado de Faerghus, composto pelo seu líder Dimitri, mas também por Dedue, Mercedes, Ashe, Felix, Annette, Sylvain e Ingrid. Por fim, a Golden Deer House, que pertence à Aliança de Leicester, e é composta pelo seu líder Claude, assim como Hilda, Raphael, Lysithea, Lorenz, Ignatz, Marianne e Leonie.

Se em Fire Emblem Three Houses cerca de metade do jogo se passa enquanto em Garreg Mach todos os personagens referidos anteriormente ainda são estudantes, em Fire Emblem Warriors: Three Hopes isso apenas acontece nos capítulos iniciais, já que é logo inicialmente que passamos para uma fase mais adulta destes estudantes. Além disso, nota-se existir um cuidado extremo em não trazer uma cópia da história de Fire Emblem Three Houses para este jogo. É verdade que existem alguns pontos em comum, mas estamos a falar de diverses pontos diferentes, sendo assim algo novo mesmo para quem jogou Fire Emblem Three Houses. Até porque agora temos um novo personagem principal: o Shez – em  vez de Byleth.

Antes de continuarmos, é preciso deixar claro que para aqueles que nunca jogaram Fire Emblem Three Houses, não é necessário terem conhecimento da história para entrarem com facilidade em Fire Emblem Warriors: Three Hopes, até porque os dois capítulos iniciais apresentam-vos tudo do zero, colocando o jogador completamente familiarizado com os personagens, assim como locais, entre outras coisas.

Como disse anteriormente, Shez é a personagem principal do jogo, e podem escolher uma versão masculina ou feminina. É uma mercenária cujo interesse, inicialmente, é o dinheiro, logo, vai fazendo trabalhos de maneira a melhorar os seus bolsos, até que chega a fase que, embora continue a ser uma mercenária independente, terá de escolher uma nação para ajudar e trabalhar. É aqui que a história se divide em três, já que conforme decidam ajudar a Black Eagles House, a Blue Lions House ou a Golden Deer House, terão acesso a uma história, isto é, embora o foco central seja o mesmo, as direcções e a maneira como as coisas acontecem são diferentes, sendo uma “espécie” de três histórias num único jogo.

Para aqueles que ficam muito apegados aos personagens – e falo de Byleth – estejam descansados que ele também entra no jogo. Não propriamente como o conheciam em Fire Emblem Three Houses, mas ele estará lá.

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Deixando a história de lado, até porque quando for lançada a análise do jogo falaremos mais pormenorizadamente sobre isso, é importante revelar outros conteúdos do jogo, como o melhoramento dos personagens. Neste jogo, quer Shez, como todas as outras personagens, têm níveis, e podemos subi-los tal como acontece nos jogos de Fire Emblem. Isso acontece a partir das batalhas, mas também no acampamento, já que existem locais para treinarem, e até para subirem os níveis a partir de dinheiro.

Vão também encontrar as componentes de moral, amizade e familiaridade que existiam em Fire Emblem Three Houses, sendo que estas, além de fazerem os personagens melhorarem o seu desempenho em batalha, também permitem algumas acções especiais no campo de batalha. Para conseguirmos criar essa familiaridade e aumentar a moral entre personagens, teremos as opções de cozinhar para os personagens, fazer tarefas do acampamento, oferecer presentes e treinar. Além disso, teremos opções de melhorar o acampamento, entre outras coisas.

Já na componente de batalhas, temos um mosou puro e duro nos combates, com cada personagem com habilidades específicas, e com aquela limpeza enorme – em que um golpe acerta numa quantidade enorme de inimigos. É possível irem trocando de personagens durante as batalhas, não tendo de estar sempre a combater com Shez. Além disso, vão ter diversos objectivos a cada batalha, onde estes vão aparecendo por fases, ou seja, conforme completam um, outro aparecerá, até terem o objectivo final.

Algo que os fãs irão certamente gostar é saber que o jogo trouxe consigo o usual modo Casual e Classic de Fire Emblem. E para quem não está familiarizado o modo Classic, sempre que um personagem morre numa batalha, morre definitivamente; já no modo Casual, apenas deixa de lutar naquela batalha, e depois da batalha terminar, podemos usá-lo de novo. Não obstante, temos também os habituais três modos de dificuldade, o Easy, o Normal e o Hard.

Como é fácil perceber, Fire Emblem Warriors: Three Hopes até agora convenceu-me. Ainda não o acabei, mas tudo o que já joguei deixou-me encantado. Na nossa análise iremos pormenorizar mais conteúdo, e até falar sobre outros que não mencionei, mas confesso que até agora estou encantado, e já vou com umas boas horas de jogo.