Experimentámos a demo disponível na PlayStation Store para a PS5 do novo jogo da Square Enix, produzido pela Luminous Productions.

Se bem se recordam, desde que surgiu como Project Athia que andamos sedentos de tentar perceber como se vai jogar, como são as mecânicas de combate e até de deslocação por este vasto mundo aberto disponível, e agora já apelidado de Forspoken e pouco menos de mês de ser editado já podemos dar aqui as nossas primeiras impressões.

A demo começa com um pequeno trailer de contextualização do jogo, onde podemos ver como Frey, interpretada pela atriz Ella Balinska, é misteriosamente transportada da cidade de Nova Iorque e dá por si encurralada no belo e cruel mundo de Athia na companhia de uma pulseira mágica senciente enrolada em torno do seu braço.

Com a ajuda de “Cuff”, o seu novo e cínico companheiro, Frey atravessa as extensas paisagens de Athia. Em busca do caminho para casa, Frey lutará contra criaturas monstruosas, enfrentará os poderosos Tantras e desvendará segredos que despertarão uma força interior oculta.

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Forspoken vai incluir mais de 100 feitiços e habilidades é isso que mais impressiona na jogabilidade. Apesar de no início não termos essa variedade, facilmente percebemos como esse será o ponto alto das mecânicas, quer seja pela facilidade de execução, quer seja pelos grafismos estonteantes que apresenta.

No início temos acesso a um pequeno tutorial de movimentação e de como Frey pode usar o seu parkour mágico para percorrer o vasto mundo aberto que o jogo apresenta. Não podemos ainda usar a habilidade à Surfista Prateado, mas podemos correr à velocidade da luz. Logo após somos apresentados às mecânicas de combate onde Frey pode escolher entre a magia que dispõe onde atira pedras aos inimigos e cria rochas espinhosas do chão, ou a força de um Tantra criando uma lâmina flamejante e verdadeiras muralhas de fogo.

Em termos de cada um dos poderes mágicos, temos 3 habilidades associadas a cada um deles que podemos usar em combate, sendo que temos 4 tipos que podemos usar, passo a explicar: A magia de Frey associada ao elemento da terra, pode disparar pedras com o R2, carregando sem largar na mesma tecla cria uma espécie de espinhos rochosos, podendo ainda definir, através do R1, se são disparos simples e mais mortíferos, de rajada ou a criação de um escudo protector; e depois no L2 podemos definir 4 ataques diferentes: o dispersar que emana uma flor que pega em pedras e manda aos inimigos, o atar inimigos com ramos, um chicote de ramos que atinge os adversários num raio grande ou emanar plantas que nos vai curando ao longo do tempo.

A chamada magia de Sila, de um Tantra de força, permite-nos comandar o fogo. Podemos acabar com os punhos a uma velocidade estonteante, qual Mike Tyson, com os punhos em fogo, e carregando sem largar no R2 um Combo; uma lâmina de fogo que emana da mão direita que é usada como espada e pode ser usada em rotação sem largar o R2, e por fim lançarmos uma espécie de lança ao inimigo. Depois temos no L2 a possibilidade de invocar lanças para atacar o inimigo sozinhas, a de criar um círculo de fogo envolta dos inimigos e a possibilidade de empurrar o inimigo numa bola de fogo.

Todas estas técnicas, habilidades e poderes mágicos, aliados aos movimentos rápidos de Frey e, com um sistema de pontuação ao bom estilo de Devil May Cry, parece ser um bom indicador do divertimento, desafio e adrenalina que os combates nos podem dar no jogo.

Raio Mitsuno, da Luminous Productions, disse: “O núcleo da jogabilidade de Forspoken é construído em torno da ação sempre em movimento. Ao dominar mais de 100 dos diferentes feitiços e habilidades de Frey, vão poder desfrutar de um combate robusto, um parkour mágico emocionante e intuitivo , e várias missões.”

Para que o jogo tenha mais conteúdo, Frey vai poder desbravar o terreno à procura de tesouros, de desbloquear habilidades, de recolher materiais para ser recompensada com uma componente para a sua “armadura”, uma jóia ou uma capa, assim como os vários pontos de interesse que o mapa bastante vasto nos vai proporcionar.

Nesta demo podemos andar por Avoalet, onde percebemos que Frey é misteriosamente imune à influência corruptora do Break, nada mais em Athia pode escapar do seu alcance. Os humanos são transformados em zombies selvagens e os animais são transformados em feras perigosas. Aliás o desafio extra depois de terminada a demo é mesmo enfrentar um Boss, um crocodilo mutante afectado pelo Break. Uma luta dura mas muito recompensadora.

Há ainda outros pontos de interesse espalhados pelo mapa, nos Refúgios dos Peregrinos Frey pode criar receitas de cura, atualizar equipamentos, determinar objectivos para melhorar as suas habilidades e descansar um pouco. Por outro lado há Monumentos de Força para aumentar as características de Frey e ainda zonas defendidas por inimigos que temos que tentar libertar para salvar as pessoas que não foram corrompidas.

Visto que estamos claramente avançados nesta demo há várias coisas que não entendemos e que até temos alguma dificuldade em compreender, e parte disso, faz com que pareça que estamos a ir de um ponto ao outro sem uma grande noção do que estamos a fazer. Houve momentos em que pensava que estava perante pessoas “normais” e afinal era zombies corrompidos, ou quando passei numa ponte pensava que eram arqueiros que defendiam a passagem para um forte habituado com gente “normal” e afinal também estavam a ser controlados pelas forças do mal, por isso, como percebem, fica-se um pouco à toa. É normal, tendo em conta que a demo não arranca no início do jogo em si.

Já o design do mapa em si deixa-me um pouco mais apreensivo. Não pela falta de variedade no sentido mais geográfico, com planícies e montanhas, com verticalidade e diferentes vegetações, mas sim pela forma como por vezes o sentimos “vazio”. O mapa é grande, mas as coisas parecem longe umas das outras, e muito pela culpa de não aparecem inimigos ou pequenos objectivos de recolhas de plantas ou pontos de habilidade ou outra coisa qualquer para ir entretendo, ou até, nos desviando do nosso percurso com outra actividade. É uma demo e, por isso, resta-nos perceber se é um mal maior ou se deixa de o ser na versão final.

O que surpreende, para além do combate, é o grafismo do jogo, não só pela qualidade das texturas e do ambiente, mas particularmente pelo movimento de Frey, o Frame rate a puxar pela PS5 e a beleza gráfica de todos os efeitos produzidos pelos poderes mágicos da nossa personagem principal. É, de facto um jogo da nova geração a trabalhar no motor de jogo próprio da Luminous, e vai deixar qualquer um agarrado a este Forspoken. Agora resta-nos esperar pela versão final do jogo.

 

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