A convite da PlayStation Portugal fomos testar o Astro’s Playroom, o jogo que vem dentro da consola PlayStation 5 no seu lançamento já carregado no seu sistema. Sim já vimos como é a PS5, o seu tamanho, as suas dimensões reais, as cores, os pormenores, os detalhes, mas agora já podem ver também, aqui na galeria que deixamos em baixo, só não podem é sentir…

Sentir é a palavra de ordem desta experiência do Astro’s Playroom e do comando DualSense, de facto, falar é uma coisa, mas ver e sentir é outra. Este novo comando da PlayStation deixou-nos mesmo surpreendidos. Ergonomicamente estamos a falar de um comando com as bases para as mãos maiores, o que faz com o grip seja mais intenso e natural, os materiais anti-aderentes, para pessoas que suam muito das mãos, como eu, também é um “plus”, especialmente nos grips das mãos como referenciava.

Os botões direcionais e os tradicionais botões de acção PlayStation, são translúcidos, mas mais do que isso são mais robustos e sentimos um efetivo clique quando os pressionamos. Os R1 e L1 receberam um acabamento menos plástico e mais robusto também, com o material mais rugoso para maior sensibilidade.

Sensibilidade é outra das palavras que vamos referir muito na interacção que tivemos com este comando, comecemos pelos gatilhos, o L2 e R2, uau!!! Vai ser díficil explicar por palavras, porque não estamos a falar de gatilhos de pressão como os outros, não estamos a falar de gatilhos cuja pressão pode ser determinada via app, como um Razer Raiju Ultimate, ou em que temos um botão para definir a volumetria da pressão efetuada, nada disso.

Estamos a falar de gatilhos que são autónomos, isto é, o jogo e a consola determinam que graus de pressão podemos efetuar e em que níveis. Imaginem, e este é um dos exemplos de demonstração do Astro, se pressionarmos os gatilhos como se de um jetpack se tratasse, sentimos que estamos a dar gás, como se tivéssemos a acelerar numa moto, mas depois existe uma pressão adicional, como se um outro clique para activar o jetpack e lançá-lo no ar. Estou a fazer-me entender?!

Realmente é difícil porque nunca tinha visto nada assim, isto é, nunca tinha sentido nada assim. Sentir que o comando me permite sentir por vontade própria os engenhos que estou a utilizar, como a força de uma mola, a intensidade com que a estou a pressionar, é de um ponto de fidelidade real. Há partes em que no Astro vestimos uma roupa e nos transformamos numa espécie de mola, onde a movimentação é feita apenas por saltos, pressionamos o gatilho para colocar pressão na mola para ao largar fazer um salto, lei da física “one on one”, mas estivemos sempre habituados a que isso acontecesse meio na nossa cabeça a perceber a mecânica de como o fazíamos no comando, e agora sentimos isso a acontecer no comando, o que é incrível, de facto.

Se os gatilhos nos impressionaram, podemos dizer que da mesma forma nos impressionou o sensor de movimentos, o giroscópio, aliado aos motores de vibração deste DualSense. Aqui já tínhamos sentido algo semelhante com os Joy Cons da Nintendo Switch, onde não me esqueceu de tentar adivinhar quantas bolinhas de metal tinha dentro do comando através deste mecanismo de vibração interno.

Num dos exemplos de demonstração do Astro Playroom, sentimos as personagens a entrar dentro do comando e conforme movemos o DualSense, sentimos o peso dessas personagens a oscilar perante o comando, isto é, sentimos os tais motores a emular o sentimento de peso, de movimentação interna de peças dentro do comando. E de facto, isso abre a porta a muitas possibilidades, se vimos isso a acontecer na Nintendo Switch, certamente veremos isso a acontecer na PS5, onde o impacto pode ser reproduzido em partes do comando, um soco pode ser sentido no lado direito apenas do comando, o embate num rail pode ser sentido apenas no lado esquerdo, e isso faz com que a imersão no jogo seja muito maior.

Para além disso, e não testámos efetivamente devido às restrições perante a pandemia, vai ser possível soprar para o microfone embutido, para interagir no jogo. Também a reprodução sonora do pequeno speaker embutido no DualSense nos pareceu melhor, apesar do teste limitado ao jogo Astro Playroom, sentimos em muitas das harmonias, um maior detalhe, uma melhor reprodução e até algum sentido de profundidade e de dinâmica do mesmo.

Continuamos a ter um touch pad, um pouco maior do que o DualShock4 permitindo uma aproximação mais fácil dos polegares, sendo que também é mais fácil agora ir lá parar com os polegares e influenciar o jogo, por exemplo.

Não temos botão Share, pelo menos, não com essa denominação, agora temos o botão Criar, o botão que permite-nos criar momentos de partilha com os nossos amigos e com o mundo, falta ainda saber de que modo e como será concretizado. Do lado oposto temos o botão Options, tal como já acontecia com o comando anterior.

Falemos então daquilo que Astro Playroom oferece, em grande parte já explicámos o seu propósito, perceber, entender e demonstrar as capacidades do DualSense, mas também da consola. Já podemos ver traços dos gráficos que podemos esperar, com os reflexos nas superfícies de um nível a roçar a perfeição e com o movimento da água, por exemplo, a serem super fluídos. Os loadings são instântaneos, mesmo quando perdemos a vida, o regressar ao chekpoint é imediato, para além de quando abrimos uma nova zona do mapa não existe qualquer tempo de espera.

O jogo em si, é uma pequena Ode à PlayStation que facilmente vemos retratado pela conquista de artefactos ao longo dos níveis, mas também das várias personagens dos vários exclusivos da Sony, que surgem no meio do mapa, arrancando sempre aquele sorriso ou uma gargalhada da interacção com eles. É um jogo de plataformas, não sendo propriamente desafiante, mas divertido, que oferece várias mecânicas, das mais clássicas do género às mais inovadoras devido às capacidades deste novo comando DualSense, que nos faz lembrar um Crash ou um Ratchet, de vez em quando, e que entretém bastante.

Para jogo que vem incorporado na PS5, quase como cartão de visita da consola, acho que é super importante para demonstrar ao jogador a potencialidade da PS5, do seu comando DualSense, e do mundo vibrante, cheio de cor e dinâmico que este futuro da Sony nos pode proporcionar.