Dois dos principais elementos da equipa de narrativa da Sledgehammer Games deram mais informações sobre os personagens que vamos ter em Call of Duty: Vanguard. Através de uma declaração de Stephen Rhodes e Robert Lo ao site PS Blog, ficamos a saber mais sobre os nossos futuros amigos, ou não, dependendo do estilo de jogo. 

Alguns dos personagens mostrados estarão não só na da campanha para um jogador, mas também no Online: Arthur Kingsley e Polina Petrova. Para o online, ficamos a conhecer um pouco mais de Daniel Take Yatsu e Padmavati Balan.

Primeiro que tudo, ambos sublinham que “a campanha de Vanguard é uma história sobre um grupo de diversos soldados que colocaram de lado suas diferenças por uma causa comum: impedir um complô secreto nazista nos dias finais da Segunda Guerra Mundial”. Esta missão também representa as origens de um novo tipo de unidade de combate que se moveu e lutou diferente de qualquer outra anteriormente: as Forças Especiais.

“Mesmo que seja uma história maior do que a vida, no coração de COD: Vanguard está uma experiência universal que muitos de nós já vivemos: terminar um trabalho difícil com um grupo de colegas de trabalho que nós não escolhemos e fazer amizades verdadeiras e laços duradouros ao longo do caminho”.

Foi por aqui que seguiu a história deste novo jogo da franquia. “Escrever a campanha do Vanguard foi uma experiência significativa e gratificante para todos”, sublinham os argumentistas da  Sledgehammer Games. Revelam ainda que o objetivo era “contar uma história única e renovada da Segunda Guerra Mundial” e embora possa haver elementos da história com os quais estamos  familiarizados, esta é uma história exclusiva de Call of Duty. Vamos então aos personagens.

Arthur 

Arthur Kingsley é o líder da Task Force das Operações Especiais enviadas à Alemanha para descobrir a verdade sobre o Projekt Phoenix. O que é excepcional sobre Arthur como líder, não é sua capacidade de cometer violência ou matar pessoas, mas sim sua devoção inabalável à missão e a sua compaixão pelos seus companheiros soldados. Ele leva a sério seu papel de líder e acredita que sua responsabilidade é garantir que todos voltem com vida. O medo de perder soldados sob seu comando deixou Arthur relutante em liderar, mas a importância da missão levou-o a aceitar o seu papel e a abraçar a sua verdadeira vocação.

A equipa de argumentistas revela a importância deste personagem principal e que vivêssemos a história do jogo através da sua perspectiva, um Arthur iinteligente e carismático, além de corajoso e heróico. Nascido em Camarões, educado na Inglaterra e servindo como pára-quedista britânico durante a maior parte da guerra, “Arthur é realmente um homem do mundo”, rematam Stephen e Robert

Polina

Polina Petrova é outro membro da Task-Force enviada à Alemanha, mas há mais em jogo para ela do que apenas completar a missão. Um infame atirador lendário, Polina era temida pelos nazistas e idolatrada pelos soldados russos que lutavam para defender sua casa. A história de Polina é distinta porque ela é a única personagem da nossa história que não se alistou e saiu de casa para lutar. A guerra veio para ela.

Há muitos fios emocionais intensos que percorrem a narrativa de Polina. A sua história não é apenas sobre vingança pelo que aconteceu com sua casa e com a sua família. É uma história sobre perda, deslocamento, dor, mas também preconceito. Ao longo da sua história, aprendemos sobre as origens de Polina como uma enfermeira que queria lutar e vivenciamos essa transformação de personagem de uma forma que não experimentamos com qualquer outro.

Daniel

Sobre Daniel, os argumentistas dizem-nos que “nos filmes, costuma haver o arquétipo clássico do atirador frio e insensível”, enquanto vai matando um por um com toda a calma da natureza. Daniel não é um franco-atirador desleixado, mas aqui foi retratado como um protetor que usa a sua pontaria para apoiar os seus colegas soldados. A sua história está profundamente enraizada em um dos capítulos mais vergonhosos da história americana: o internamento de cidadãos japoneses em campos de concentração dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. 

O mundo inteiro de Daniel foi dilacerado quando sua família foi enviada para os campos e, como muitos nipo-americanos, ele foi convocado para o exército para proteger uma nação que não o considerava um cidadão igual. Os sentimentos de Daniel sobre a guerra e sua nação são profundamente ambivalentes, mas ele ainda luta para proteger seus companheiros soldados e para a nação que ele acredita que a América ainda poderá ser um dia.

Padmavati

Uma mulher que perdeu a sua pátria duas vezes: uma para os colonialistas e depois para os fascistas. A sua história é a de uma mulher cuja esperança e oportunidade de uma vida normal desapareceram abruptamente quando o conflito incessante se tornou um fato em sua existência. A personagem é definida por esta dualidade entre lutador e civil pacífico: Padmavati é feroz, adepta da guerra na selva, mas também uma enfermeira cansada da batalha que adora fazer poesia e música. Ela entende os verdadeiros custos do sangue derramado, evita uma visão romântica da guerra, mas não hesita em demonstrar coragem e liderança no campo de batalha quando é chamada. Ela sonha com uma Índia cujo destino é determinado pela vontade de seu próprio povo e está convencida de que um dia eles prevalecerão.

Estes quatro personagens são apenas alguns dos muitos que o Vanguard vai apresentar nos seus modos de campanha e multijogador. Call of Duty: Vanguard será lançado no dia 5 de Novembro na Xbox One, Xbox Series, PlayStation 4, PlayStation 5 e PC.