O PlayStation Blog publicou esta terça-feira matéria sobre o novo Horizon Forbidden West, no qual a equipa da Guerrilla Games falou sobre as possibilidades da PS5 na criação de um mundo aberto repleto de vida.

Sobre a diversidade e a quantidade de coisas que teremos para fazer, Espen Sogn, Designer na Guerrilla, explica como a sua equipa foi fundamental para equilibrar as coisas. Podemos ler no artigo que “quando se caminha por Forbidden West, tudo deve parecer que pertence a esse lugar” e a equipa trabalhou nesse sentido para recriar “as tribos, os acampamentos e as pessoas que lá estão a viver dentro. Há uma intenção por trás de tudo que colocamos no mundo”, referiu Espen Sogn.

Nada disto era possível sem a colaboração com a equipa de escrita da narrativa , “No início de um projeto, pensamos muito em cada tribo que vamos encontrar”, diz Annie Kitain, redatora sénior da Guerrilla Games. “Quais os conflitos, como se encaixam na história e como eles interagem com o mundo ao seu redor”. 

Espen sublinha ainda que “o principal desafio é traduzir essa estrutura narrativa em visuais que sejam parte integrante do próprio mundo, por exemplo, os Tenakth são conhecidos por serem competitivos e focados no combate, mas outras tribos também o são. Então, tudo gira em torno dos detalhes, das animações e dos comportamentos” 

 

A Guerrilla fala também na importância de manter o ecossistema já estabelecido em Horizon Zero Dawn e a personalização de diferentes identidades é uma grande vantagem. Por exemplo, “cada NPC não combatente de Horizon Forbidden West faz parte de um sistema de multidão,” diz Espen. “Nesse sistema, pode-se criar regras como reações, planear caminhadas e outras animações. Há ainda o sistema que determina uma personalidade, fazendo com que se possa criar pessoas únicas que se comportam como indivíduos dentro do mundo”.

Será visível as diferenças entre as várias tribos e perceber à distância de quem se trata, “tudo dentro da estrutura narrativa do jogo”. A maneira como diferentes tribos retêm ou transportam água: os fortes Tenakth a carregam nos ombros, bem diferentes dos pacíficos Utaru e dos Oseram que as levarão nas mãos.

Um dos primeiros lugares que Aloy visitará ao viajar para o oeste é Chainscrape, um acampamento de posto avançado de Oseram na fronteira. Oferece abundantes recursos naturais e oportunidades de aventura e risco. Os seus inquilinos vieram para aqui por muitos motivos: para fugir dos problemas de regressar para casa no Claim, para fazer alguns fragmentos rápidos, para abraçar um sonho ou pela emoção da exploração. É um centro movimentado, como um bar da cidade onde Aloy pode conhecer alguns novos personagens interessantes.

Espen fala do local “com tanta atividade, tantas dicas visuais, Chainscrape foi um lugar onde pudemos demonstrar muitos novos sistemas e animações que fazem o mundo e as suas pessoas se sentirem muito mais vivos. Em Horizon Zero Dawn, havia muitos ativos e coisas em segundo plano. Em Horizon Forbidden West, eles não são apenas texturas: foram elevados a objetos reais que estão a ser usados ​​por pessoas no jogo”.

O desenvolvimento de Aloy, das armas, dos mercados continuam a ser um factor fulcral para o jogo funcionar e é claro que nada disto era possível sem uma ligação com a narrativa da aventura. “Era importante que os mercadores se encaixassem no contexto das suas respectivas tribos. Um caçador da tribo Oseram pode agir mais como um ferreiro, roubando armas para os caçadores usarem na selva”, diz Annie, da equipa da narrativa.

“As armas e as roupas estão ainda mais potentes e elegantes do que antes”, diz Steven. “As armas agora têm vantagens extras para torná-las ainda mais especializadas e Aloy agora pode carregar até seis armas ao mesmo tempo, juntamente com a sua lança”.

Continua a dizer que “as roupas não fornecem só resistência aos muitos tipos de dano que Aloy enfrentará no Oeste Proibido, mas também acumulam bónus em cima das habilidades de Aloy na Árvore de Habilidades. Com uma roupa certa, é possível reforçar as habilidades certas e o céu é o limite”. 

O artigo do PlayStation Blog fala ainda das dificuldades em criar um mundo aberto envolvente, cheio de aventura, cultura e oportunidade, e sustentado por sistemas detalhados e bem equilibrados de progressão e comércio. Foi preciso um verdadeiro esforço de equipa do início ao fim.

“Quando estamos em Forbiden West, a nossa esperança é que a história se reflita em cada detalhe do mundo”, diz Annie. “E nós nos esforçamos para que isso aconteça através da colaboração com as muitas equipas talentosas da Guerrilla. 

“Estamos muito orgulhosos do que conquistamos juntos”, diz Espen. “Esperamos que o jogador encontre um mundo que pareça mais vivo e real do que nunca. Colocamos tantos detalhes na vida quotidiana do nosso povo: de grupos de pessoas a fofocar numa esquina a clientes barulhentos no bar que explodem em canções espontâneas. Esperamos que os jogadores reservem um momento para observar o que está a acontecer à sua volta e tornem isso nos seus próprios momentos favoritos”.

Horizon Forbidden West já se encontra disponível para reserva na PlayStation Store para a PlayStation 4 e para a PlayStation 5 e será lançado no dia 18 de fevereiro de 2022.

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