A equipa do Salão de Jogos decidiu eleger os melhores jogos do ano, cada elemento da equipa foi até ao seu baú buscar os jogos que analisou este ano e decidir aquele que merecia estar no seu top 5. As escolhas foram difíceis, visto que o ano passado foi recheado de grandes títulos, um bocadinho de acordo com o que acontece quando uma geração de consolas está a chegar ao fim.

As escolhas feitas são de foro pessoal e apenas de acordo com os jogos que analisou no ano de 2019. Aqui ficam as escolhas com links directos para as respectivas análises:

As escolhas do Élio:

1 – Death Stranding – não é para todos, ele dá-nos tempo para pensar as grandes questões da vida e da morte. Mistura emoções para fazer as ligações entre umas coisas e outras. Vai ficar marcado como um dos grandes jogos desta geração. É estranho, é lindo, é feio, é brutal e misterioso até ao desfecho final. É divertido e viciante, sim entregar coisas vicia. É o jogo que Kojima talvez tenha sonhado fazer um dia e o resultado é uma experiência completamente fora do normal. Parafraseando Fernando Pessoa, “o homem sonha e a obra nasce”. Kojima é o homem, e a obra é Death Stranding.

2 – Blood & Truth – sobe assim a parada para o futuro. É claro que tem falhas, mas consegue fazer o que nenhum outro jogo conseguiu até aqui. Pode até daqui a uns anos não ser tão bom como o desenhamos agora, mas terá para sempre o trunfo de ter sido o primeiro grande jogo em Realidade Virtual. Esse mérito ninguém lhe tira. O London Studio está de parabéns. Esta é a melhor experiência do PSVR.

3 – F1 2019 – Se não jogam um jogo de F1 há algum tempo, mas gostam de ver na televisão, está na hora de jogá-lo porque o jogo confunde-se facilmente com uma corrida real. Se juntarmos a isto os modos de jogo infinitos online e offline reparamos que F1 2019 chega calmamente à Pole Position.

4 – Days Gone – não se podia pedir mais, mas podia pedir-se melhor. Nesta longa viagem parece que faltou o combustível pelo meio. Tem muitas horas de jogo, é verdade, mas muitas horas de repetição de missões. Tem problemas técnicos que deveriam ter sido calculados e ultrapassados, mas tem o reverso da medalha com uma boa narrativa, gráficos de se lhe tirar o chapéu e uma sensação de inquietação num mundo onde não há paz. Isso é divertidíssimo e viciante.

5 – Frostpunk console edition – é divertido e desafiante. Ao ponto de jogarem horas e horas seguidas sem darem conta disso. Os dilemas e as nossas decisões elevam a qualidade do jogo, mesmo para quem não é fã deste género. Trata-se de um trabalho muito bem feito e de um jogo que deve ser experimentado por todos. Pelo menos os mais aventureiros que se acham capazes de dominar uma sociedade.

 

As escolhas do Nuno:

1 – Gears 5 – temos de nos render perante um dos melhores exclusivos da Microsoft dos últimos anos. Sem grandes rodeios, é só um dos principais candidatos a GOTY.

2 – A Plague Tale Innocence – é um triunfo dos videojogos e um excelente exemplo do que deve ser uma experiência de interactividade. Quando julgamos que já não nos consegue surpreender e pensamos que já vimos tudo, é quando verificamos que não podíamos estar mais enganados. Um título que rapidamente se tornará inesquecível e um sucesso estrondoso na hora em que for lançado.

3 – Borderlands 3 – sem sombra de dúvidas, o melhor título da série. Manteve-se leal ao que fez de si uma referência dos FPS’s e inovou o suficiente para trazer algo de novo. É cómico, vertiginoso e adorável à sua maneira. Simplesmente: Borderlands 3.

4 – Metro Exodus – Não sabemos se será o último título da saga, contudo, se tivesse de acabar por aqui, esta seria certamente a despedida que todos os fãs desejariam. Metro Exodus é fantástico, e coloca a fasquia bem alto e difícil de igualar para o que resta de um ano recheado de vários lançamentos sonantes.

5 – Sniper Ghost Warrior Contracts – dá o passo seguinte numa saga que já pedia alguma reformulação. Este novo formato não só faz mais sentido quanto ao tipo de jogo em questão, como deixa a porta aberta à chegada de novos mapas e missões. Um tiro em cheio da CI Games.

 

As escolhas do Pedro:

1 – Mortal Kombat 11 – é talvez uma ode aquilo que representa este videojogo na história de todos nós gamers, se Mortal Kombat X trouxe uma componente gráfica num salto qualitativo enorme, devido à entrada na nova geração, Mortal Kombat 11 será sempre o ponto de partida para novas gerações de gamers, mas com um enorme respeito às gerações que cresceram com este jogo. Será também um ponto de partida para a NetherRealm e da WB Games para o futuro desta franquia, e terá um jogo como se costuma dizer, “rock solid”, para abordar um futuro que promete muito promissor do Mortal Kombat.

2 – Devil May Cry 5 – será visto no futuro como um marco para a Capcom, com o jogo que os fãs esperavam e com a qualidade que poucos achavam possível obter, foi pensado ao pormenor e isso compensou e de que maneira, é perfeito em qualidade e quantidade, o único problema que consigo encontrar é como a franquia poderá seguir depois disto.

3 – Control – reserva-nos mais de 15 horas de jogo, com uma narrativa complexa ao mesmo tempo que desafiante e cativante, com várias missões secundárias e paralelas, que vão desde cumprir pequenas tarefas, ou a ter experiências sensoriais. Na verdade experiência é uma boa palavra para Control, a experiência da Remedy a construir narrativas para os videojogos, numa verdadeira experiência para todos os sentidos onde sentimos que o nosso cérebro está a funcionar perto dos 100% de capacidade. Um jogo difícil mas que é muito recompensador pelo desenvolver da história e pela capacidade de nos agarrar a ela. Graficamente um portento, apenas com alguns problemas de quebra de frame que em duas ou três ocasiões originou um esganganço, mas nada que a jogabilidade sempre em movimento e com uma boa diversidade não tenha apagado da nossa memória. Um jogo que, pelo menos na minha memória, vai ficar com um dos jogos mais interessantes de sempre.

4 – COD Modern Warfare – só não leva 5 porque o multiplayer tem algumas falhas e precisa de ser afinado, mas é um recolocar de um franchise que ganha a direcção certa num mundo onde as guerras não são divertidas e que a liberdade volta a ser o bem mais precioso que devemos resgatar. Um Modo História 5 estrelas com uma qualidade gráfica que volta a elevar a fasquia para tudo o que venha a partir deste momento no mundo dos FPS.

5 – The Division 2mostrou que a Ubisoft ouviu todo o feedback que foi recebendo desde o primeiro, e se nós sabemos o quão o primeiro está bom nesta altura em que foi refinado até ao último pormenor e que nos tirou dezenas de horas antes de virmos para o segundo, temos a plena consciência de como este ainda pode ser apurado e tem sido nos últimos dias. “Facilmente” chegaremos às cerca de 35 horas de jogo para chegar a nível 30 e portanto chegar ao endgame, mas isso não quer dizer que a vida em The Division 2 tenha acabado, até pelo contrário, depois do quão rápido o tempo passou para chegarmos a esse nível sempre sem entediarmos, é agora que a real luta começa, a executar contratos e apurar, fabricar e retocar os modificadores de armadura e das armas para ficarem perfeitas, aprendermos as Especializações, aventurarmos-nos no PVP, e preparar as nossas skills de combate para o que aí vem, porque a Ubisoft já prometeu 3 novos episódios e novos modos de jogo. É bom ver que os developers ainda ouvem os jogadores e os jogadores regozijam quando isso acontece.

 

As escolhas do Rui:

1 – Fire Emblem: Three Houses – é sem sombra de duvidas o melhor Fire Emblem de sempre, oferece-nos uma historia incrível, muitas batalhas, muito conteúdo, imensas horas de jogo e muitas surpresas. Eu fiquei encantado, para mim este é um dos jogos indispensáveis da Nintendo Switch este ano.

2 – Luigi’s Mansion 3 – é sem dúvida o melhor jogo da franquia. Traz inovações sem nunca perder as suas características principais, e que fizeram desta franquia uma das mais divertidas da Nintendo. Além disso, os modos de jogo ScareScraper e ScreamPark adicionam várias horas para jogar, pois são sempre modos divertidos para desfrutar com amigos ou com outros jogadores online. É um daqueles jogos imperdíveis por tudo o que oferece aos jogadores.

3 – Resident Evil 2 – é tudo aquilo os verdadeiros fãs da serie sempre desejaram, acaba-lo deixa-nos uma sensação mista, primeiro porque nos faz reviver algo incrível e a nostalgia está sempre presente, mas por outro lado a sensação de fim é algo que nos deixa amargurados. Seja como for e como já disse é o melhor survival horror de sempre. A mim deixou-me completamente satisfeito. Acredito sinceramente que vocês não se vão arrepender em o adquirir, diria mesmo que é um jogo essencial na vossa colecção. Por aqui já desejo um remake de Resident Evil 3.

4 – Astral Chain – é um dos melhores jogos de acção deste ano. A história principal está bem elaborada, e embora algo cliché, continua a criar nos jogadores a dúvida de quando as coisas se irão desvendar. Peca por algumas missões secundárias absurdas e pelo modo co-op que também não faz muito sentido. Tirando isso, é um jogo imprescindível para os fãs de jogos de acção. Mais um grande jogo que chega à Nintendo Switch e de que não há dúvidas de que será um imenso sucesso.

5 – Dragon Quest XI S: Echoes of an Elusive Age – Definitive Edition – é sem dúvida alguma uma excelente entrada na Nintendo Switch. É um dos melhores JRPG que podem encontrar para a consola da Nintendo, oferece muitas horas de jogo, uma excelente jogabilidade, bons gráficos (principalmente em modo portátil) e uma boa aventura. É imprescindível para fãs de Dragon Quest, principalmente se ainda não o tiverem jogado.