Foi com todo o gosto que fomos à apresentação em Portugal de Marvel´s Spider-Man que decorreu no Edifício LACS em Lisboa. Seria o local ideal para conhecer o jogo, um rooftop onde facilmente Peter Parker nos poderia fazer uma visita e rapidamente vestir o seu fato de novo se algo corresse mal, mas o inimigo de ontem era demasiado poderoso, era o Terrível Sol, abrasador e devastador que colocou todos os jornalistas a derreter e a varrer o depósito de águas geladas. No entanto todos nós quisemos enfrentar esse inimigo em comum, e todos nós nos debatemos durante horas, para no fundo experimentar e não largar o novo exclusivo da PlayStation, e se aguentamos tanto, só pode querer dizer uma coisa: o jogo está incrível!!!

Nem tudo pode ser revelado, para já, e terão a oportunidade de ver a nossa reportagem em formato vídeo brevemente, com a entrevista a Jon Paquette, o Lead Writer do jogo e da Insomniac Games, mas podemos dar as primeiras impressões e algumas ideias daquilo que se vai passar no jogo.

[wonderplugin_slider id=1127]

Vou responder já à primeira pergunta que devem ter na cabeça: “O Web Swing está bom?!” e a minha resposta é: “Está óptimo!!!“, quando vestimos o fato do Spider-man e andamos de teia em teia por Nova Iorque sentimo-nos livres, é terapêutico mesmo, lançar uma teia, elevarmo-nos no ar, dar um mortal, mergulhar no ar e depois voltar a disparar uma teia e continuarmos a percorrer a cidade é super relaxante, apetece passar o tempo todo a fazer isso. Os movimentos de Spider-man são fluídos, são graciosos, são com propósito, as teias colam-se a coisas reais e podemos fazer um “web zip” para ganhar velocidade. Os próprios movimentos “em terra” estão no estilo de parkour para que facilmente consigamos ganhar velocidade, correr na vertical para subir um prédio e voltarmos ao ar e lançar teias pelos prédios.

A graciosidade de Spider-man não acaba aí, todos os movimentos de combate, têm essa mesma graciosidade, ir ao encontro de um inimigo com uma teia e dar-lhe um soco, passar por debaixo das pernas para o evitar, fazer do nosso inimigo um trampolim para saltar por cima dos outros inimigos enquanto disparamos teias e imobilizamos outros quantos com teias, tudo é quase possível. É claro que a mecânica está muito baseada naquilo que já vimos em Batman Arkham, mas transposto para a velocidade e agilidade de Spider-man, é táo fácil fazer combos e estar embrulhado em ataques e a imaginar outros tantos em fracções de segundo, lançar teias para arremessar coisas, depois fazer um uppercut para lanar um inimigo no ar e iniciar o combo no ar, passar para outro inimigo lançando uma teia e ir ao encontro dele com o nosso punho, passar por debaixo das pernas do seguinte para evitar as balas e fazer um “finish move”, ufa é tão rápido e tão divertido que é difícil largar.

[wonderplugin_slider id=1128]

Como já perceberam temos uma variedade de combos, mas nas mecânica temos ainda uma barra que se vai enchendo perante esses mesmos combos e que quando estiver preenchida nos permite ou curar ou fazer esse “finish move”, um ataque em camera lenta com uma animação própria. Para além disso as mecânicas do jogo vão para além do combate, teremos que ser também stealth a andar por ventilações, e podemos despachar inimigo à Batman, mas também sequências animadas ou temos que carregar no tempo certo na tecla certa, o que aconteceu em certa parte na luta com um dos bosses do jogo, o Kingpin.

A nível de mecânicas tenho aqui que separar esta questão do combate com outras, porque na demo que jogámos tivemos ainda a oportunidade de experimentar estar na pele de Peter Parker enquanto cientista, sim Peter Parker aqui não é jornalista, nem fotógrafo, esse papel aqui é de Mary Jane Watson, ah pois é, mas já explico isso melhor. Como dizia quando estamos na pele de Peter enquanto cientista num laboratório, vamos ter algumas coisas para fazer, como arranjar alguns componentes tecnológicos onde teremos vários puzzles para fazer os circuitos funcionarem outra vez, ou então emparelhar componentes químicos para chegar a algum resultado. Este laboratório será um dos espaços que podemos visitar sempre que quisermos e que será peça chave para Peter fazer um novo fato de Spider-man, o famoso fato branco, visto que o seu foi todo rasgado na luta contra o Kingpin, mas não posso desvendar mais detalhes sobre isso.

[wonderplugin_slider id=1129]

Respondendo à questão da história, ora bem, esta é uma história original criada pela Insomniac Games, portanto não segue qualquer comic, ou filme, ou série ou seja lá o que for, apesar de termos personagens conhecidas e criadas nesses ambientes como os Sinister Six, Silver Sable, Mr.Negative, Kingpin, entre outros, e entre os quais as pessoas queridas de Peter Parker, como Mary Jane Watson, a namorada que neste caso até estão separados há mais de 6 meses quando começa o jogo, a Tia May, ou curiosamente Miles Morales, que será determinante no jogo, na ideia de parceria criada pela Insomniac Games, mas que o Lead Writer do jogo não nos garantiu se surgirá também como Spider-man no jogo. Falando em parceria, algo que foi bastante frisado na apresentação do jogo, de referir que a ideia dos produtores é que exista esta sensibilidade de que o Spider-man não consegue mudar o mundo sozinho e precisa de confiar em outras pessoas, ou até delegar, mas mais do que isso, a história vai reflectir uma das maiores problemáticas desta personagem da Marvel, o binómio Peter Parker / Spider-man, e em certa medida vão ver Peter Parker a equacionar a existência de Spider-man, e até mesmo, se o seu trabalho enquanto cientista não poderá mudar o mundo de uma forma mais efectiva e à escala global do que o Spider-man a lutar contra o crime apenas em Nova Iorque. O que nos foi garantido é que a história será emotiva com decisões duras que vão ser tomadas e muitas serão equacionadas.

[wonderplugin_slider id=1131]

O mapa, esse vai-se estendendo conforme vamos fazendo as missões principais do jogo, mas não se preocupem porque há muito que fazer nesta cidade em mundo aberto, temos as malas do Peter Parker para recuperar que contêm memórias daquilo que ele andou a fazer nos últimos 8 anos, desde que é o Spider-man, temos que lutar contra o crime na cidade, temos que ajudar a polícia a restabelecer a ordem e até as suas comunicações com os nosso conhecimentos tecnológicos e mais missões secundárias que vão aparecendo ao longo do jogo. Vão também, para além de comandar Spider-man e Peter Parker, níveis onde vão jogar com a M.J. a tentar deslindar vários casos e a tentar salvar o mundo à sua maneira, isto é, sendo ele uma repórter, vai ser também quase uma detective, com todo aquele fogo e vontade de mudar o mundo, também à sua maneira a lutar contra o crime.

Marvel’s Spider-man está incrível em vários aspectos, como já referi, mas também a nível gráfico, não indo para uma abordagem super realista, mas mais de “animação”, como aliás aconteceu sempre em todos os jogos do nosso “friendly neighbour”, mas sem falhas. A cidade está super bem recriada, com vários locais que serão super reconhecíveis, com um mundo aberto em constante movimento, cheio de pessoas e de carros e de coisas a acontecer, os efeitos de iluminação estão óptimos e vão dar fotos incríveis quando nos chegar o Photo Mode ao jogo. Está rápido, fluído, sem quebras, muito bem definido e concretizado. Spider-man será mais um marco da PlayStation este ano, e ainda mais na franquia, e estará ainda localizado em português, sendo que ainda não foi revelado o elenco. Para mim será um dos jogos do ano, sem dúvida.