Developer: Infinity Ward
Plataforma: PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series e PC
Data de Lançamento: 28 de Outubro de 2022

Continua a contagem decrescente para que a versão final de Call of Duty: Modern Warfare 2 chegue aos jogadores. É sempre um dos principais lançamentos do ano, e depois do sucesso do reboot de Call of Duty: Modern Warfare, a expectativa para a sequela não é menor. O seu desenvolvimento ficou novamente ao encargo do estúdio Infinity Ward, e será o último título da série a sair para a anterior geração, ou seja, para a PlayStation 4 e Xbox One.

A franquia Call of Duty tem estado no centro da discussão da indústria dos videojogos devido à aquisição da Activision Blizzard por conta da Microsoft, no entanto, isso parece não ter afectado minimamente o estúdio que continua a trabalhar incansavelmente para entregar o seguinte jogo da saga a tempo e horas. E parecem estar no ritmo certo, uma vez que a primeira open beta decorreu entre os dias 16 e 18 de Setembro, sendo que nesta fase esteve apenas acessível para a PlayStation 4 e PlayStation 5, e só no próximo fim-de-semana será igualmente aberto a plataformas como o PC, Xbox One e Xbox Series.

Pudemos, nesse sentido, experimentar a open beta de Call of Duty: Modern Warfare 2, com as limitações habituais, uma vez que a campanha não está ainda presente, e nem todo o conteúdo multiplayer – aquele sobre o qual iremos falar – está disponível. Ainda assim, deu perfeitamente para vos relatar as primeiras impressões sobre alguns dos modos mais importantes, e de que forma a qualidade do gameplay poderá, de novo, convencer os jogadores a dedicarem-se a mais uma aventura COD.

Dado que, tanto o Call of Duty: Black Ops – Cold War e Call of Duty: Vanguard ficaram um pouco aquém dos resultados pretendidos, a Activision teve de fazer uma reflexão, e nada melhor do que regressar às origens. Sim, a campanha tem o seu peso, mas é a componente multiplayer que acaba por dar a sentença no médio e longo prazo. E podemos dizer, para já, que parece ser uma clara melhoria relativamente aos dois últimos jogos, trazendo várias novidades interessantes.

Não tivemos quaisquer problemas em encontrar jogadores, e as partidas iniciam em poucos segundos. Ainda é difícil darmos uma opinião sobre o matchmaking, visto que como estamos no começo, é tudo ainda muito aleatório, todavia, os menus parecem intuitivos, e com uma navegação que convida a uma exploração fácil de todas as opções.

Quanto àquilo que mais importa – a jogabilidade – há que dizer que está fantástica. Principalmente nos pormenores que fazem toda a diferença no campo do realismo e da imersão, tal como a visão que temos dos nossos movimentos, da sensação que temos das armas, e até os sons do ambiente em nosso redor. Está tudo bastante dinâmico, e sentimos que facilmente somos catapultados para o envolvimento que toda esta acção proporciona. Aí, é sem dúvida um Call of Duty no seu melhor.

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Além do obrigatório Team Deathmatch, temos também os modos Domination, Prisoner Rescue e Knockout. A quantidade de modos ainda não é muito extensa, mas foi suficiente para ficarmos com uma pequena ideia de como é a sua relação com a jogabilidade, personalização e sistema de progressão. Houve uma certa preocupação em tornar algumas funcionalidades mais simples de entender, e, aparentemente, a necessitar de um grind não tão longo para lá chegar.

O novo Gunsmith parece muito mais prático, e embora tenha a sua curva de aprendizagem, vão eventualmente adaptar-se e trabalhar nas armas que mais gostam. E agora, em vez escolhermos três Perks – como era habitual – teremos um pacote personalizável de Perks que consiste em duas Perks básicas, uma de bónus e a Ultimate. A de bónus e a Ultimate são desbloqueadas durante o jogo, com a primeira a ficar disponível após quatro minutos e a segunda aos oito minutos. Os Field Upgrades também receberam coisa novas, como o Inflatable Decoy, ou a Tactical Camera, contudo, sem grandes novidades.

Temos alguns Operators prontos a usar, como o Konig, Gus, Zimo, Kleo, Specgrui, Fender, Hutch, Horangi, Nova e Kortachi, infelizmente, aqueles que nos deixam mais curiosos ainda estão bloqueados. Claro, estou a falar de Price, Ghost, Soap e Farah, que são provavelmente as personagens mais icónicas de toda a franquia. Não obstante, temos bastante por onde escolher e haverá tempo para descobrir o resto depois do lançamento.

As recompensas são fundamentais em qualquer COD, e aqui não será diferente. Com o XP ganho, ao atingirmos determinados níveis, iremos desbloquear itens como charms, cards, blueprints de armas, skins e emblems. A lógica das rewards é mais ou menos similar aos jogos anteriores, sendo algo que nos leva a jogar mais uma partida, de maneira a angariar os pontos necessários para aquela blueprint ou skin que já despertaram a nossa atenção.

Temos seis mapas de momento, com tamanhos e cenários muito variados. Os mapas são o Sharrif Bay (32v32), o Breenbergh Hotel (6v6), o Valderas Museum (6v6), o Mercado Las Almas (6v6) e o Farm 18 (6v6). Mais mapas serão adicionados quando o jogo chegar na totalidade, mas para já, não ficámos nada desiludidos, e todos parecem acrescentar muito ao gameplay.

Outra das grandes novidades de Call of Duty: Modern Warfare 2 será a slider correspondente ao FOV (Field of View), e que está finalmente acessível para as consolas nesta beta. Para quem não sabe, é a possibilidade de ajustarmos a distância que temos para a arma, indo de uma perspectiva da primeira pessoa até à terceira pessoa. Funciona bem, e realmente irá transformar a experiência em diversos momentos.

Graficamente está fantástico, e com uma performance estável e fluída. O design dos mapas está incrível, assim como os efeitos visuais e as animações das armas. O mesmo acontece no plano sonoro, onde foi pensado ao pormenor para que o jogador se sentisse sempre como parte da batalha, em especial naquilo que o deixa de imediato mais alerta, e à procura da ameaça.

Deu gosto jogar esta beta de Call of Duty: Modern Warfare 2. À primeira vista, e falando apenas do multiplayer, diria que é um regresso aos belos velhos tempos do COD, e uma experiência muito promissora do que aí vem.

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