Developer: Nintendo
Plataforma: Nintendo Switch
Data de Lançamento: 8 de outubro de 2021

Sempre que um novo jogo da franquia Metroid é apresentado, os fãs entram num estado de ansiedade enorme, e isso é normal, já que esta é uma das franquias mais adoradas pelos jogadores da Nintendo. Basta nos lembrarmos do que aconteceu em 2017 quando a Nintendo informou que Metroid Prime 4 estava em desenvolvimento. Com o quarto trimestre de 2021 aí à porta, nunca pensaríamos estar a jogar Metroid Dread antes do lançamento de Metroid Prime 4, mas a verdade é que isso aconteceu, e se por um lado é chato o atraso do jogo, a verdade é que Metroid Dread parece estar à altura do que a franquia nos habituou.

A razão pela qual uso a expressão “parece estar à altura”, tem a ver com o facto de apenas ter tido a oportunidade de o jogar durante 1h30m. É verdade que foi 1h30m bastante interessante, na qual deu para perceber que o jogo apresenta todos aqueles puzzles e mecânicas rápidas dos Metroids, mas não chega para termos a oportunidade de obter todas as habilidades de Samus Aran.

Algo que deu para percebermos é que o jogo nunca apresenta cenários de terror, porém, consegue oferecer uma sensação de que o perigo está sempre à espreita, e de que em qualquer momento aparece algo que nos dificultará a vida.

Quanto à história, voltamos ao problemático problema (desculpem a redundância) do parasita X, que embora todos os sinais indicassem que finalmente estava erradicado, a Galatic Federation recebe a informação que este afinal ainda se encontra vivo, num planeta chamado ZDR. Com estes dados, a Galatic Federation decide investigar o que se passa, mandando para lá 7 robôs bastante avançados tecnologicamente, os E.M.M.I. (Extraplanetary Multiform Mobile Identifier). Quando os E.M.M.I. chegam ao planeta ZDR, a Galatic Federation perde o contacto com eles, tornando tudo ainda mais sombrio.

Com este acontecimento, só existe uma pessoa à qual podem recorrer, Samus Aran, uma humana que sem se saber a razão é imune ao Parasita X, e assim poderá ir investigar o que se está a passar naquele planeta, e ao mesmo tempo perceber o que se passou com os E.M.M.I..

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O jogo começa com a chegada de Samus à órbita deste planeta com a sua nave. Depois disso, o jogo dá um “pulo” no tempo, e quando voltamos a ver Samus percebemos que já está no planeta, onde aparentemente esteve algum tempo inconsciente, e com um fato bastante diferente do seu.

Ao levantar-se, Samus percebe que o seu fato está diferente, e temos logo a sensação de que algo estranho se passou ali. Subitamente lembra-se de ter encontrado um Chozo (a raça que a criou desde criança), e que este a atacou sem razão, deixando-a num estado bastante estranho. Ficando o resto da história que se passou para descobrirmos enquanto avançamos na história.

Depois dessas cenas iniciais, todas elas em cinemáticas incríveis, cuja maioria das imagens tivéramos a oportunidade de ver nos vários trailers que a Nintendo tem publicado, passamos então para o jogo. Aqui, vamos ter um jogo em 2D de plataformas e acção que tanto adoramos. Como já é hábito nesta franquia, começamos com um armamento algo básico, e é com o avançar da história e dos puzzles, que vamos encontrando melhorias conseguindo melhor equipamento e habilidades. Muitas vezes são essas que nos permitem abrir novos locais e aceder a zonas que anteriormente eram impossíveis de passar.

Algo que notei é que o jogo oferece sempre uma boa velocidade, sendo fácil andar de um lado para o outro. Muitas vezes, neste tipo de jogos, o jogador farta-se de percorrer os mapas e demora imenso tempo a chegar novamente a determinado local; em Metroid Dread não existe essa sensação, e mesmo o mapa sendo enorme e cheio de salas, nós chegamos onde queremos facilmente, isto caso já tenhamos tudo o que é necessário para abrir as portas, ou para passar por determinado lugar.

A sensação de progressão é outra componente que achei muito boa, e embora andemos sempre ali à “volta” das salas pelas quais já passamos, a verdade é que vamos sempre descobrindo novas portas, novas passagens, novas paredes ou tectos que podemos destruir, e aos poucos descobrindo sempre novos locais e caminhos.

Quanto a armamento e inimigos, não encontrei grande dificuldade a eliminar os inimigos básicos que vamos encontrando no mapa, mas também devo dizer que também não são muitos, pelo menos na 1h30m que joguei. Já se encontrarmos um E.M.M.I. aí as coisas ficam diferentes, uma vez que são indestrutíveis, ou quase, e ao nos apanharem a morte é quase certa. Logo, sempre que algum aparece, vão ter de correr bastante até este sair do vosso alcance.

Por vezes, temos de andar a fugir deles e a tentar desvendar puzzles ao mesmo tempo, tornando as coisas bastante tensas para o nosso lado. Um salto em falso, ou uma perda de tempo, e lá aparece o game over. Felizmente, o jogo vai tendo locais para salvarmos, como muitas vezes tem alguns checkpoints, logo nunca perdemos muito da nossa progressão.

Já o nosso armamento, como já referi, vai sendo melhorado e vamos obtendo novas habilidades com o avançar da história. Por não ser algo que está sempre a acontecer, a sensação de dominar as habilidades também é muito boa, já que conforme as obtemos, vamos ter de as usar algumas vezes, fazendo o jogador ir aprimorando a sua interacção com determinada habilidade. Nesse sentido, sentir-se-á mais à vontade para a usar sempre que necessário, sem necessitar de estar sempre a pensar como a usar, tornando-se tudo bastante intuitivo.

Graficamente está brilhante, consegue oferecer um grafismo acima da média em relação a outros jogos do género, com cinemáticas também elas de enorme qualidade. Podemos dizer que mais uma vez a Nintendo conseguiu “expor” as qualidades da Nintendo Switch, mostrando o seu potencial. Informar desde já que para este brilhantismo gráfico muito pode ter ajudado o novo ecrã da Nintendo Switch OLED que foi o local onde testamos o jogo durante aquela hora e meia.

Embora o tempo que joguei não tenha sido nada por aí além, a verdade é que as sensações que Metroid Dread me deixaram foram muito boas. Provavelmente vamos estar perante um dos melhores Metroids de sempre, mas isso só poderei aferir depois de o jogar por completo.

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