Developer: Capcom
Plataforma: Nintendo Switch
Data de Lançamento: 26 de Março de 2021

A Capcom e a Nintendo deram-nos a oportunidade de testar a versão demonstração de Monster Hunter Rise alguns dias antes do lançamento (amanhã, 8 de Janeiro). Aqui deixamos as nossas impressões sobre o jogo, sabendo desde já que até 26 de Março (data de lançamento), algumas mudanças podem ser feitas, e que esta versão não oferece a possibilidade de sabermos exactamente como tudo funciona. Seja como for, já é um belo aperitivo do que vamos encontrar, nomeadamente as armas, os movimentos dos personagens, e claro, das caçadas.

Esta versão de demonstração terá duas opções para jogarem: a opção de jogar sozinho, ou de jogar com amigos. Na primeira opção temos 2 missões de treino que servem de tutorial para sabermos os movimentos, os botões, como usar o nosso inventário, entre outros pequenos detalhes. Depois temos mais 2 missões de caçada: uma de nível iniciante e outra de nível intermédio.

Já na opção de jogar com amigos, temos então o jogo local, onde podemos jogar com outros jogadores que tenham esta versão demonstração na sua Nintendo Switch, e o jogo online, neste podemos criar um lobby, encontrar um lobby ou procurar um lobby por ID. Facilmente se percebe que aqui será o local onde devem ir quando querem jogar na companhia de amigos ou de jogadores espalhados por o mundo.

Agora que sabem as opções de jogo que vão encontrar nesta demonstração, vamos ao que interessa verdadeiramente, isto é, a sensação de jogar Monster Hunter Rise. Neste campo, devo começar já por referir que sou amante da saga Monster Hunter, e que ainda hoje passo bastante tempo a jogar Monster Hunter World, logo, quando comecei a jogar esta demonstração algo que verifiquei rapidamente é que as mecânicas são exactamente as mesmas, algo que irá agradar bastante os fãs da franquia.

Quando falo das mecânicas, refiro-me à sua jogabilidade, isto é, a maneira de nos movimentarmos, de atacarmos, de nos desviarmos, e até de como interagimos com tudo o que podemos apanhar no mapa. Outra das semelhanças tem a ver com a utilização dos itens, como as poções, as armadilhas, as bombas, basicamente tudo o que está na nossa barra de itens. Além da barra de itens também existe a barra de acções onde podem colocar atalhos para aqueles itens específicos que usam mais. Até a caixa de suprimentos que nos é fornecida ao iniciar as missões é semelhante ao que é apresentado em Monster Hunter World.

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Algo que também não quero deixar de destacar são os menus que, mais uma vez, são inspirados em Monster Hunter World que tanto sucesso teve entre os jogadores. Na verdade, Monster Hunter Rise chega a ser o “presente” que a Capcom sempre quis oferecer aos jogadores da Nintendo Switch por não terem tido a possibilidade de jogar Monster Hunter World, dado ser um jogo extremamente pesado para a consola.

Algo que todos os jogadores vão gostar nesta versão de demonstração é a possibilidade de jogar com todo o tipo de armas. Antes de cada missão podem escolher a arma que querem usar, seja a espada longa, o arco, o martelo, a lança, entre todas as outras. Ao todo são 14 armas completamente ao vosso dispor, o que vos permite encontrarem as que se adequam mais ao vosso estilo de jogo, existe ainda a possibilidade de conhecer todas as combinações possíveis – já que existe um local no menu onde tudo está descrito, sejam os controlos ou os combos possíveis com determinada arma.

As duas missões passam-se no mesmo mapa (Shrine Ruins), onde nos é permitido explorar à vontade todo o mapa. Vão ter diversos monstros pequenos que podem atacar e apanhar, assim como 4 monstros de grande porte. Entre eles o Great Izuch, o Mizutsune, o Arzuros e o último é um dos monstros mais conhecidos da franquia, mas fica para vocês descobrirem.

Será também possível conhecer as duas grande novidade do jogo, uma delas o Wirebug que podemos usar para nos movimentarmos, tanto a subir locais, para nos desviarmos rapidamente e até para fazermos ataques pelo ar. Além disso, outra das particularidades, é o Wyvern Riding, que permite que consigamos montar alguns dos monstros, ao ponto de conseguirem guia-los e até lutar com eles contra outros monstros, existindo até a possibilidade de os prenderem ao chão ou a paredes com esses cabos. Seja como for, estejam descansados que tudo está bem explicado numa das missões de tutorial.

A segunda novidade é termos agora novos companheiros que nos acompanham nas nossas caçadas, se por exemplo em Monster Hunter World tínhamos os “Felyne” Palicoes, agora além deles teremos também os Palamutes, companheiros “Canyne” que podem ser montados para nos movimentarmos mais depressa, mas também nos ajudam a atacar os diversos monstros que encontramos. No caso de jogarem online, terão de escolher apenas um desses companheiros para vos acompanhar.

Graficamente está excelente na Nintendo Switch. Boas texturas, monstros bem detalhados, assim como os personagens, os seus movimentos e as armas. Os cenários também estão muito bonitos, e apesar de não serem muito detalhados, não deixam de apresentar uma qualidade muito boa para uma consola como a da Nintendo. A verdade é que se não tiverem com grande hype, o jogo irá surpreender-vos bastante pela positiva, tal como aconteceu comigo.

A demo de Monster Hunter Rise mais uma vez mostrou que a Nintendo Switch ainda consegue surpreender os jogadores. A Capcom merece todos os elogios por conseguir colocar o jogo a correr de maneira tão competente e fluída na Switch. Foi uma agradável surpresa, e só nos resta esperar por Março, para finalmente colocarmos as mãos na versão final. Até lá, é explorar esta versão de demonstração até à exaustão.