Developer: Nintendo
Plataforma: Nintendo Switch
Data de Lançamento: 9 de Setembro de 2022

É incrível quando pensamos que Splatoon tem apenas sete anos. A dimensão que ganhou em pouco tempo é um belo exemplo de como ideias únicas e essencialmente divertidas ainda são capazes de conquistar jogadores. Na verdade, se olharmos para o seu monstruoso crescimento, percebemos imediatamente que já se intrometeu nos principais nomes do contexto competitivo, tornando-se um verdadeiro fenómeno entre as faixas etárias mais jovens.

O entrecho de Splatoon é no mínimo peculiar, e leva-nos até um futuro pós-apocalíptico, cujas formas de vida dominantes são seres híbridos entre humanoides e cefalópodes. São duas novas espécies, na realidade, e dividem-se entre uma que evoluiu a partir dos polvos – os Octolings – e a outra a partir das lulas – os Inklings. Inevitavelmente, tudo isto resultará em frequentes confrontos territoriais que se traduzem depois em partidas em arenas, onde os jogadores poderão escolher o seu lado e combater em frenéticas batalhas.

Tem um gameplay focado especialmente no multiplayer, em que equipas se defrontam em arenas. A intensidade destas partidas é altíssima, e quem cooperar melhor com os colegas terá sempre vantagem. A jogabilidade tem uma particularidade, visto que, como cefalópodes, não podia faltar a tinta, sendo esta a nossa arma mais fundamental, e que estará no centro das turf wars e de todos os modos de jogo. E o mais interessante, é que além de conseguirmos disparar amplos esguichos de tinta, vamos igualmente poder esconder-nos e mergulhar na mesma, o que oferece todo um âmbito tático e estratégico ao jogo.

Foi por essa razão que o anúncio de Splatoon 3 foi recebido com tanto entusiasmo pela comunidade gaming. A próxima obra do talentoso Hisashi Nogami é sempre motivo de exultação para quem vem acompanhando o seu incrível trabalho, sobretudo sabendo que a sua influência actual dentro da Nintendo lhe conferiu recursos praticamente desmedidos. Este é o segundo título da franquia a chegar à Switch, e o primeiro que, certamente, irá aproveitar todas as vantagens da nova consola OLED.

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Quem já teve a oportunidade de assistir a um torneio de Splatoon saberá do falo, dada a energia e a loucura que podemos observar nestes eventos. É um jogo que define na perfeição o propósito dos jogos da Nintendo, que é o de agregar pessoas para se divertirem em conjunto, e, acima de tudo, num ambiente em que possam competir de forma saudável. Ora, o seguinte jogo da série pretende não só entregar tudo isso, como elevar ainda mais a fasquia.

Assim sendo, recebemos o convite para nos deslocarmos à casa portuguesa da Nintendo com o maior agrado, de maneira a podermos ter o privilégio de experimentar o tão aguardado Splatoon 3. Posso desde já dizer que não ficámos em nada desiludidos, e que as primeiras impressões foram as melhores. Nesse sentido, se tal como nós esperam o seu lançamento com impaciência, preparem-se, porque têm aqui inúmeras horas do mais alucinante entretenimento.

Paga-nos o café hoje!Uma das grandes novidades de Splatoon 3 será a integração de um modo singleplayer de raiz. E foi precisamente à campanha que tivemos acesso, para termos uma percepção do que esperar quando for lançado. Devo dizer que fiquei surpreendido, não só pelo conceito do modo em si, mas em especial como foi pensado. Quem julga que será uma mera muleta da vertente multiplayer não podia estar mais enganado, dado que é um aproveitamento bastante inteligente e ambicioso das características que compõem os jogos da franquia.

Como tal, estivemos limitados apenas a uma parte exclusiva do lobby, mas deu para perceber o potencial de rebuliço assim que estiver recheado de jogadores. Há muito para explorar na pequena cidade, e diversos locais e personagens para descobrir. É uma vila com um aspecto imponente, garboso e moderno, muito ao estilo da cultura otaku, como é costume em alguns jogos japoneses. Parece estar tudo organizado de forma a que encontremos rapidamente o que procuramos, já que tem uma disposição intuitiva de todos os pontos de interesse, e facilmente visíveis à distância.

Passando para a campanha, fica desde logo clara a finalidade deste modo. Ao contrário do que se possa imaginar, não será uma simples emulação dos modos online, mas um esquema de níveis criado ao pormenor para que possamos progredir ao nosso ritmo. Está dividido por ilhas que estão disponíveis para consultar num mapa, e nas quais podemos entrar através de algo que se assemelha a um sistema subterrâneo de esgotos. E uma vez lá, ser-nos-ão dados objectivos específicos que teremos de completar para superarmos o nível.

Embora comece com tarefas mais simples que nos vão guiar pelas mecânicas mais básicas, não demora a que o grau de complexidade aumente, expondo-nos ao verdadeiro padrão que irá constituir cada nível. A intenção é a de utilizar todas as ferramentas ao nosso dispor, e resolver engenhosos quebra-cabeças com vários desígnios. Foi uma agradável surpresa, e não há dúvida de que muitos jogadores que vão ser agora apresentados à saga, decidirão iniciar a sua aventura por aqui.

Para isso, vamos ter de usar indispensável arma de tinta, mas também o simpático Smallfry, o nosso inseparável salmão de estimação e acompanhante, que tanto podemos atirar contra inimigos, como para interagir com objectos que estão fora do nosso alcance. É uma das grandes novidades em Splatoon 3, e uma adição fantástica à jogabilidade, que irá trazer novas maneiras de pensar o jogo e de agir tacticamente. É uma evolução que provavelmente ganhará ainda maior impacto no multiplayer e que posteriormente poderemos confirmar na versão final do jogo.

Daquilo que pudemos ver, os níveis foram astutamente idealizados, para que a experiência de quem gosta de puzzles seja a melhor – a fim de se proporcionar alguma variabilidade. Temos a tradicional lógica de plataformas, onde ver-nos-emos obrigados a manusear a tinta para chegar a locais mais complicados, mas igualmente dinâmicas de encontrar itens escondidos – como chaves –  e que nos permitirão aceder às fases seguintes do nível. É um modo audacioso, e que decerto será uma sensação entre os jogadores.

Graficamente, apesar de não propiciar uma transformação comparativamente ao seu antecessor, tem, ainda assim, melhorias evidentes. É mais notório no modo portátil do que quando jogamos em dock, sendo que a nova Switch OLED tira total partido da magnífica explosão de cores e da suave fluidez de movimentos que favorecem a singular concepção artística do jogo. É impressionante como o gameplay beneficia com isso, e até do ponto de vista da imersão, que naturalmente é de realçar.

O singleplayer de Splatoon 3 promete imenso, e a prova é o quão ansiosos estamos para vos mostrar a análise completa que será publicada em breve. É um passo em frente por parte da franquia, e um modo que com certeza ganhará a sua importância para a franquia.