Para uns foi uma surpresa, para outros nem tanto, mas Jorge Jesus vai mesmo deixar um Flamengo onde conquistou praticamente tudo, para regressar a um Benfica que vem de uma época para esquecer, especialmente se olharmos para a segunda volta.

Como tal, e como já vem sendo hábito, aqui no Salão de Jogos não íamos perder a oportunidade de tentar replicar a tática no eFootball PES 2020, que poderemos ver no Benfica da próxima temporada. Tendo em conta que ainda não sabemos quem virá de reforços, vamos utilizar os jogadores que fazem parte do plantel neste momento, porém, a nível de modelo de jogo e de dinâmicas, não deverá fugir muito ao que iremos apresentar.

Sendo uma Tática Fluída, quer dizer que existirá um sistema para atacar e outro para defender. Para quem não sabe, a Tática Fluida está desactivada por defeito, e para activar é necessário que no Plano de Jogo, nas Táticas Predefinidas, na Formação Tática Fluida seleccionar Sim. Posteriormente, para alternar entre os dois sistemas (Quando tem a bola e Quando não tem a bola), é utilizado o analógico direito.

 

Quando tem a bola:

A famosa saída a três de Jorge Jesus é conseguida com Gabriel colocado entre os centrais, onde pouco irá subir no terreno, sendo igualmente um jogador fundamental em transição defensiva. Os laterais, Grimaldo e André Almeida posicionam-se em zonas mais profundas, funcionando mais como alas, onde combinam com Cervi e Rafa que actuam tanto por dentro, como por fora, dependendo da circunstância. Weigl é o médio completo que é tão característico no modelo de Jesus, porque ajuda a fazer a ligação com a linha avançada. Vinícius e Seferovic são os dois avançados, com o brasileiro a ser mais agressivo na profundidade, e o suiço a baixar para receber em apoio frontal, porém, também a espreita constantemente a oportunidade de movimentos de ruptura.

 

Quando não tem a bola:

Jorge Jesus é fiel ao seu 442 em organização defensiva. As suas equipas têm uma forte reacção à perda, mas se não conseguem recuperar imediatamente a bola, organizam-se em duas linhas de 4 bem juntas, que funcionam em conjunto e obrigam o opositor a jogar por fora do bloco. Os dois avançados tentam essencialmente condicionar a posse do adversário para as laterais, fechando o meio e sabendo a altura certa para pressionar de dentro para fora.

 

Instruções Ofensivas:

Estilo de Ataque • Contra-Ataque

Construção de Jogo • Passe Curto

Área de Ataque • Toda a largura

Posicionamento • Flexível

Alcance do Apoio • 6

 

Instruções Defensivas:

Estilo de Defesa • Pressão Avançada

Zona de Contenção • Toda a largura

Pressão • Conservadora

Linha Defensiva • 7

Densidade • 7

 

Instruções Avançadas:

Ataque1 • Esperar Cruzamento

Ataque2 • Desl

Defesa1 • Ala Defensivo

Defesa2 • Contrapressão

 

É uma tática onde tanto é possível controlar o jogo com bola ou sem ela. Tanto podemos contra-atacar quando recuperamos a posse em zonas promissoras, como podemos circular a bola até que o espaço seja criado, para a seguir acelerar. A combinação quase perfeita entre as opções que o modelo de JJ fornece tanto em apoio, como em movimentos de profundidade, torna difícil para qualquer adversário defender esta dinâmica atacante.

Nota: É extremamente importante evitar perder a bola com Gabriel ou Weigl em zonas mais recuadas, já que a equipa está estendida no campo e preparada para atacar. O risco deve ser mais assumido quando já estamos no último terço, ou nas laterais.