O primeiro Hitman: Codename 47, é aquele em que ficamos a conhecer a sua origem, o facto de ter sido criado em laboratório numa mistura de ADN de vários assassinos para se tornar o melhor deles todos. Apesar do jogo decorrer com vários alvos atribuídos pela International Contract Agency (ICA), será ao eliminá-los que vamos percebendo que todos eles tiveram um papel importante na sua criação. O jogo leva-nos até ao “pai” de 47, no preciso local onde foi criado, e onde encontrará Ort-Meyer a desenvolver outros clones iguais ao nosso Agente 47, é claro que já perceberam o que lhe aconteceu né?!

O segundo, Hitman 2: Silent Assassin, começa com 47 retirado da sua vida de agente da ICA na Sicília, até que o seu amigo, o padre Emilio Vittorio é raptado. Para o resgatar, o nosso agente contacta a ICA para o ajudar, mas para conseguir essa ajuda terá que voltar a trabalhar para eles. Assim acontece, sendo que, de facto, conseguimos matar quem raptou o nosso amigo, mas não o encontramos.

No entanto a dívida com a ICA mantem-se e embarcamos numa série de contratos pelo mundo fora. É ao matar um último alvo que ficamos a saber que o rapto foi orquestrado por Sergei Zavorotko, o irmão de Arkadij Jegorov, um dos 5 criadores de 47 e um dos alvos do primeiro jogo. Sergei está a orquestrar uma mega-operação que envolve uma arma nuclear e um software que faria passar os mísseis nucleares por armas americanas e vender a quem pagasse mais.

O nosso agente não deixa isso acontecer e persegue Sergei que pega então em Vittorio e o esconde na sua igreja, com 47 a vingar-se e com o nosso amigo padre a pedir para 47 deixar esta vida de assassino, mas ele não o consegue fazer e regressa ao trabalho para a ICA.

O terceiro a ser editado é Hitman: Contracts, o jogo que acontece um ano depois de Silent Assassin, com o Agente 47 a sucumbir à morte em Paris ao realizar mais um contrato para a ICA. Numa reflexão profunda sobre como chegou a este ponto, olhando para o seu passado, o jogo desenvolve-se com várias recordações de contratos passados. Um médico da ICA consegue chegar até a 47 para o tentar operar e fechar a sua ferida, até que é interrompido pela tentativa da Groupe d’Intervention de la Gendarmerie Nationale (GIGN) o tentar capturar, mas não conseguem, mas 47 também acaba por não ser completamente tratado pelo Doutor que é obrigado a também fugir. Mas isso não impede de 47 voltar à carga depois de se recuperar, ele lembra-se que apenas eliminou dois dos três alvos e que todos estavam envolvidos numa rede de prostituição da Europa de Leste.

O terceiro, o agente corrupto da GIGN, Albert Fournier, tinha sido alertado que era um alvo e que 47 estava atrás dele, levando a esse ferimento quase mortal de 47. O nosso agente nunca falha e de facto consegue o matar e apanha um avião no Aeroporto Charles de Gaulle. A dúvida permanece, quem é que informou Alber Fournier, veio de dentro da ICA, quem é que está a tentar minar a Agência e qual o seu propósito. E é isso que o Agente 47 e a sua superior (que vai ganhando uma enorme preponderância na trama), Diana Burnwood, vão tentar descobrir.

Entramos assim no quarto jogo da série, Hitman: Blood Money com esta questão a ser explorada. A narrativa segue os contratos que Diana Burnwood vai dando ao Agente 47, ao mesmo tempo que tentam desvendar quem é a organização apelidada de “The Franchise” que anda a perseguir e executar agentes da ICA, e que quer apanhar 47 a todo o custo.

Com esta situação de desconfiança de tudo e toda a gente, Diana é obrigada a “fechar” a ICA e apenas confiar no Agente 47 e nela mesma para tentar dar cabo desta organização que tem um estranho envolvimento com a Casa Branca. É que pelo meio a The Franchise está a trabalhar para a Alpha Zerox que quer dar continuidade ao programa de clonagem do Dr. Ort-Meyer e matar o Presidente dos Estados Unidos.

O Agente 47 vai ter que conseguir parar os agentes da The Franchise, ao mesmo tempo que é caçado e também enquanto um jornalista tenta desvendar ao público quem é, de facto, o Agente 47. Pois bem, a tarefa não é fácil, mas o nosso Assassino é implacável e numa jogada perfeita orquestrada por Diana Brunwood, é teatralizado um funeral do Agente 47 com a presença do tal jornalista Rick Henderson e o antigo director do FBI a quem o jornalista contou a história do Agente 47, Jack Cayne.

O Agente 47 sai literalmente do seu caixão, matando-os e restabelecendo o seu total anonimato, e com Diana Burnwood a conseguir ficar com todos os documentos da The Franchise, conseguindo restabelecer a ICA.

O quinto jogo é Hitman: Absolution, aquele em que coloca o nosso Agente 47 contra a sua antiga superior na ICA, Diana Burnwood. 47 é contratado assim pela própria ICA, para matar Diana visto que ela terá sabotada a própria organização ao ponto de a colocar praticamente inoperável.

O que o ele não sabe é que Diana estava a tentar proteger uma adolescente, Victoria, geneticamente modificada para ser uma assassina. Depois de ficar a saber isto, 47 aparentemente mata Diana e jura proteger Victoria, e mete a sua cabeça a prémio por parte dos seus novos superiores da ICA. O jogo tem muitas voltas e reviravoltas, mas o fundamental passa pela tentativa de 47 manter a salvo Victoria, e nem sempre o conseguindo.

Um verdadeiro jogo de gato e rato, que termina com Victoria a salvo depois de uma organização paramilitar liderada por Blake Dexter a ter tentado raptar e vender a quem pagasse mais. O jogo termina com a emboscada que 47 faz a Benjamin Travis, o novo líder da ICA, que suspeita que Diana Burnwood não está morta e vai visitar a sua sepultura para o confirmar. O que Benjamin Travis não sabe é que isso faz parte da emboscada elaborada por 47 e Diana, acabando na morte de Travis, e com Diana viva e de boa saúde com Victoria a seu lado. É aí também que ficamos a perceber que toda esta jogada de mestre foi elaborada por Diana Burnwood para perceber onde estavam os agentes corruptos na ICA e limpando assim a organização.

E é assim que entramos na trilogia final de Hitman, denominada de World of Assassination. É também nesta altura que existe de alguma forma por parte IO Interactive e da Square Enix, uma tentativa de reboot da franquia, recuando no tempo e levando-nos a uma altura em que o nosso Agente 47 é “ativado”.

Portanto o prólogo do jogo leva-nos a esse ano de 1999, numa série de testes que 47 executa para se firmar como pronto para embarcar numa vida de Hitman. Com vinte anos passados desse momento e com Diana Burnwood já como líder da ICA, 47 continua a executar contratos que aparentemente nada têm a ver um com o outro, mas Diana descobre que afinal existe uma ligação obscura ao Shadow Client que está a utilizar a ICA e nomeadamente o Agente 47 para desmembrar uma organização secreta chamada The Providence.

A ideia do Shadow Client é fazer parecer que a ICA é culpada desses ataques à Providence, ficando na sombra, até que um dos elementos da Providence acaba por se encontrar com Diana Burnwood para contratar a ICA e 47 para derrubar o Shadow Client. Apesar da recusa de Diana, o tal elemento da Providence encosta-a à parede, dizendo que ou o faz, ou a identidade do Agente 47 é revelada ao mundo.

O Hitman II dá assim continuidade a este plot, com a ICA liderada por Diana Burnwood e o Agente 47 a iniciar a tal caça ao Shadow Client para impedir que a Providence desvende a identidade de 47. E a partir daqui é que as coisas se complicam, é que este Shadow Client é nada mais nada menos do que Lucas Grey, que para além de antigo chefe de segurança da Providence, é, também ele, um agente clonado, conhecido como 6, e que em criança, juntamente com 47 fizeram um pacto de sangue de vingança contra aqueles que os criaram.

Diana e 47 reúnem-se com Grey, onde este revela que Ort-Meyer era um dos elementos da Providence e que esta organização tem como cabecilhas 3 elementos que são reconhecidos como The Partners. Grey possui um antídoto que pode levar a 47 a recuperar a sua memória e a recordar quem foi o primeiro Constant, o elo de ligação aos Partners e a representação daquilo que é apelidada de Providence. Apesar de relutantes 47 e Diana admitem trabalhar ao lado de Grey, com 47 a tomar o antídoto e a recordar que Janus, um antigo elemento do KGB foi o primeiro Constant e que vai existir uma cerimónia de passagem de testemunho para um novo Constant, mas 47 recorda também que foi ele o assassino dos pais de Diana Burnwood.

Depois de apanharem The Constant, 47 e Grey ficam a saber que afinal a Providence é uma organização liderada por 3 famílias que a fundaram, a Ingram, a Carlisle e a Stuyvesan, originando então os Partners e consequentemente a Providence, e com isso em mente, os dois vão em busca dessas famílias e de acabar com elas.

Entramos assim nessa caça à Providence ao entrarmos no último capítulo da trilogia, Hitman III. Com Arthur Edwards, conhecido como The Constant, capturado e com as localizações das 3 famílias que compõem a Providence identificadas, o Agente 47 e Lucas Grey seguem em seu encalce para os deter de uma vez por todas, no entanto The Constant, que já ficámos a saber ser Arthur Edwards, fugiu e ficou com todos os valores dos Partners para si. Apesar de Edwards ter fugido, 47 e Grey mantêm-se a caça aos 3 líderes das 3 famílias, Carl Ingram, Marcus Stuyvesant e Alexa Carlisle, com os dois primeiros a serem caçados logo na primeira missão no Dubai num evento pomposo e Alexa Carslisle na farsa do seu próprio funeral na sua mansão.

É aqui no entanto que Edwards contrata um grupo de mercenários para apanhar Grey e Diana, com Grey a suicidar-se para que não apanhem o Agente 47 e com Diana Burnwood a ser obrigada a se tornar a nova The Constant, traindo assim 47. Com a ICA na sua perseguição também, 47 vê-se obrigado a ir ter com Hall, a parceira de Grey, que o ajuda não só a eliminar agentes da ICA para tentar saber do paradeiro de Edwards, a única solução para os parar é revelar todos os planos e detalhes da ICA. Para isso vai ter de aceder a uma base de dados da companhia, expondo a organização, mas primeiro eleminando toda a informação dele e da Diana para não serem expostos ao mundo.

Pelo meio Edwards desvenda a Diana que foi 47 que matou os seus pais, levando Diana a aceitar ser The Constant. Mas nem tudo o que parece é, e aquilo que Diana quer, de facto, é de dentro para fora, implodir toda a organização e a liderança de Edwards, e dando a oportunidade a 47 de eliminar Edwards. E assim acontece, o Agente 47 acaba por eliminar qualquer oposição que Diana possa ter para ser The Constant, com Diana a entregar a Edwards, o Agente 47 depois de supostamente o ter drogado. No entanto a ideia é conseguir que o Agente 47 esteja no mesmo comboio, literalmente, que Edwards, enquanto este o leva para ser novamente ser injectado com o soro que apagaria a memória do nosso agente.

Conforme planeado por Diana, 47 solta-se e varre o comboio de oposição até chegar a Edwards, onde pega no tal serum e injecta-o em Edwards, acabando com toda a questão, sucessão e derivados que daí pudesse existir. A trilogia acaba assim, com o Agente 47, um ano depois, a dirigir-se até uma cabana onde reata o contacto com Diana Burnwood, com ela mais uma vez como sua handler, e ele como Hitman.

É claro que ainda houve alguns spin-offs do jogo e que recomendamos, como Hitman Go, um jogo que surgiu no mobile, numa espécie de jogo de xadrez, e Hitman: Sniper, também para mobile onde somos um sniper a assassinar alvos. Há ainda várias edições especiais, nomeadamente remasterizações e compilações dos primeiros jogos, que também elas se tornaram fundamentais para todos os amantes da saga. Esperamos que com este artigo estejam mais elucidados sobre toda a trama desta franquia, quer seja para entrar no último capítulo da trilogia, ou para revisitar alguns dos jogos.

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