É engraçado como vemos nas aplicações e no facebook o lançamento das reviews que já fizemos do Destiny e uma coisa é certa, ficamos sempre presos ao jogo, seja por muito ou pouco tempo, a verdade é que vicia. Tanto é verdade, que continua a ser o jogo mais jogado aqui da redacção, muito por culpa minha e do João. Várias são as vezes em que nos encontramos nos vários planetas a conversar sobre a nossa vida e até sobre o trabalho aqui do Salão de Jogos, a “matar bichos” como dizemos.

Portanto é com normalidade e entusiasmo que embarcámos nesta nova aventura, onde Lord Saladin, o sobejamente conhecido Titã que nos desafia para o Iron Banner, sai finalmente da toca para combater uma nova onda de inimigos controlados por SIVA.

A estória é algo curta para a desvendarmos aqui, e é bastante mais interessante a descobrirem por vocês mesmos, mas vão mergulhar no outro lado da famosa “Wall“, aquele local inóspito em que o nosso querido Ghost, na altura Peter Dinklage, nos encontrou e nos deu uma nova vida e no fundo nos lançou para este novo mundo.

As Plaguelands, onde desembocaram os novos inimigos controlados por SIVA, serão portanto o local que vão desbravar com novas missões de Patrol, com um novo espaço de Public Events a acontecer, ao bom estilo do Court of Oryx, mas também onde se situa, um pouco mais ao lado o novo espaço social, Fellwinter Peak, onde terão novos desafios lançados por Shiru o braço direito de Lord Saladin, mas também Efrideet, a nova Guardiã que nos desafia no Iron Banner.

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O mais importante a reter em Rise of Iron, a nova expansão de Destiny, é que mais importante do que a estória em si, que devemos de dizer é a melhor e a mais bem construída talvez da história do jogo, é a quantidade de coisas que temos para fazer que são paralelas à estória em si. Já falámos das Patrols que agora ganharam uma nova vida com a introdução de missões de “Quarantine“, onde temos que derrotar um Splicer Priest e depois defender uma área de desembarque de Splicers, assim se chamam os novos inimigos, mas com a ajuda de um martelo, o mesmo que vemos Lord Saladin a utilizar no teaser do jogo. Essa missões são super divertidas e devastadoras, mas para além disso, os “Public Events” votlaram a tornar-se importantes, visto que dropam sempre um Engrama Lendário ou mesmo Sublime, no primeiro que fizermos. Estes engramas são essenciais para subirmos de nível, ou light se preferirem.

O Archon’s Forge, o tal novo Court of Oryx que referimos, que está situada nas Plaguelands, é também um bom local para tentar farmar e subir de nível, é lá que também vão poder cumprir as Bounties dados por Shiro, e onde muitas vezes vão poder utilizar o tal martelo que referia atrás. Basicamente são ondas de inimigos com um Boss Final, e é aqui onde vão poder estar a dizimar inimigos e a farmar engramas.

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Em paralelo, vão ter novas Quests atribuídas pelos novos NPC, que vão desbloquear Artefactos, por exemplo, Artefactos esses com poderes muitos especiais e nunca vistos, como por exemplo conseguir reflectir o Super dos nossos inimigos usando uma espada. Ao todo são 8 Artefactos que são verdadeiros Game Changers especialmente no PVP.

Como podem ver já têm muito para fazer, mas há mais, as Quests para novas armas exóticas ou velhas conhecidas estão de volta, a famosa Kostov é uma delas, a da nossas velha conhecida Gjallarhorn é outra, Quests com estória à mistura, mas também a Thorn está de volta, com a sua Quest bastante difícil, mas mais ainda é da Prime, arma essa que para a adquirirem têm obrigatoriamente que ir ao Raid, e desvendar um dos segredos mais difícieis da estória do Destiny, que envolve Matemática à séria e muita lógica. Se puderem, tentem não ir à internet procurar a solução, pois será muito mais divertido o fazerem com os vossos amigos.

Mas chegar a um nível aceitável para ir ao Raid não é pêra doce, posso dizer que eu ainda não tinha conseguido até ante-ontem, e foi só foi possível devido à preciosa ajuda do Filipe Dionísio da Foxbyte, que me explicou todas as mecânicas e processos.

O princípio é bastante acessível, talvez este até seja o mais acessível dos Raids, temos como objectivo tentar matar o Archpriest Vosik, a mecânica é simples, dois para cada direcção, meio, esquerda e direita, sempre em grupos de dois, aliás, essa será praticamente a fórmula em todo o Raid. Teremos que fazer alguns saltos cronometrados para conseguir carregar um depósito de bombas SIVA para conseguir tirar o escudo para danificar o Boss, Boss esse que passadas algumas rondas de o bombardearmos, acaba por fugir. Andaremos depois em labirintos de metal, onde se podem encontrar alguns SIVA Clusters e cofres exóticos, até chegarmos à segunda zona, onde nos debatemos com este Archpriest Vosik. Aqui a coisa complica um pouco, vamos ter de repetir o mesmo processo, sendo que as bombas caem automaticamente depois de matarmos um “Captain”, mas teremos não só que disparar contra uns monitores que estão situados atrás do Boss, como também teremos que nos resguardar numa das 4 salas onde podemos fugir ao seu ataque onde todos aqueles que não se encontrarem nesta sala selada, morrem. Tal como em todos os Bosses, é repetir o processo até finalmente o matarmos.

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Seguimos para nova zona, onde vamos ter que no fundo reparar a Siege Machine, aqui vamos ter que entrar a bordo desta máquina para nos levar à próxima fase, mas não é assim tão simples. Para além da enorme quantidade de inimigos que surgem pelo terreno, vamos ter de carregar peças para a arranjar, peças essas que só podemos carregar durante 10 segundos e depois de o fazermos, não as podemos voltar a carregar durante outros 10. É uma espécie de Jogos Sem Fronteiras, onde a coordenação e a cooperação são postas à prova, para que sempre que um colega largue a peça o outro a carregue e assim sucessivamente, até colocarmos todas as peças na máquina e ela arrancar.

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Conseguimos então andar com a máquina romper pela Wall e chegar à entrada das profundezas de SIVA. Aqui vão encontrar os níveis mais incríveis do Destiny, a imagem da entrada para a SIVA e todo a maquinaria disposta, entrelaçada com esta entidade é verdadeiramente incrível, pena é que de facto pouco mais aconteça neste espaço do que desvendar o maior dos mistérios da história de um Raid, que é ligar o penúltimo monitor, sim porque há mais, onde vão ter que usar o cérebro, colocar a matemática à prova e os vossos conhecimentos sobre números binários. É simples se forem à net ler, mas também aconselho vivamente que se o fizerem, tentem perceber toda a lógica por detrás disto, e mais se puderem mesmo tentar desvendar por vocês mesmos, acreditem que é incrível.

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Por fim chegamos à última parte e último boss, o Aksis, Archon Prime. Mais uma vez em grupos de dois, mais uma vez em duas fases, a primeira onde voltamos a ter que atirar bombas SIVA para o Boss, mas só depois de matarmos um Captain que tem um Scorch Cannon de um elemento em específico para matar um Servitor com esse escudo específico que liberta a tal bomba SIVA, para aquilo que se chama SIVA Containment Cores. No entanto conforme as rondas vão aumentando a coisa complica-se com a quantidade de bombas que temos que lançar para os tais SCC sem poder falar nenhum.

Passando esse teste, chegamos ao exame final, onde Aksis anda à solta, a ideia é a mesma, atirar bombas, matando os Captains e os Servitors, mas desta vez Aksis move-se e de forma random, 3 guardiões vão ficar “empowered“, isto é, terá que um ficar em cada zona do mapa, para quando o Aksis se teleportar, vão ter que subir para cima dele e carregar no botão de interacção, para que ele  fique atordoado e lhe possamos fazer dano. Depois disso ele vai soltar um ataque devastador que matará todo e qualquer guardião que não vá para um pilar iluminado que nos protege, mas têm que ir todos para o mesmo. É claro que serão cerca de 4 ou 5 rondas para o conseguir, o número de pilares que existem, sendo a quinta a definitiva onde não terão um pilar, porque ou conseguem ou morrem. Conseguindo, tá feito o Raid!

Dizia eu que subir de nível não é fácil, a melhor forma é fazer vários Strikes e aproveitar o Nightfall para ganharem armadura e armas para irem subindo a vossa light, assim como alcançar novos níveis nas várias facções incluindo a de vanguarda e também a da Eris, onde poderá sair algum Artefacto com um light superior, talvez um dos aspectos mais difícieis de subir. Em relação aos Strikes dizer ainda que agora há um baú que aparece depois de matarmos o Boss, baú esse que só abre com Skeleton Keys, que só podem ser encontradas a fazer outros Strikes, mas que dão acesso a items exclusivos de alguns Strikes, assim como items com um nível de light superior.

Eu honestamente fico feliz que seja difícil e estou a levar o meu tempo para o fazer, também por isso ainda não cheguei a um nível aveitável para ir à Raid, mas a verdade é que com tanto para fazer isso não me preocupa, e acho que é a primeira vez que isso me acontece. Não quero que aconteça como na expansão House of Wolves onde facilmente chegámos ao topo da light e não havia nada o que fazer durante meses.

Para além da dificuldade acrescida, só no Raid, só a fazê-lo é que poderão conseguir chegar ao nível mais alto de light disponível, e nesta altura ainda nem foi disponibilizado em Hard onde aí sim chegarão ao topo.

Em vários pontos sentimos que a Bungie ouviu os fãs da série, mais estória, mais quests, mais desafios, maior dificuldade, um Raid com mais variedade, e ainda destaque para o novo modo de jogo PVP, o Supremacy, onde temos de jogar verdadeiramente em equipa. Aqui quando morremos deixamos cair um Crest e se o inimigo o apanhar é um ponto para a sua equipa, se a nossa o apanhar, defendemos esse ponto, não deixando o inimigo fazer esse ponto, e o inverso se aplica. É caótico, é desafiante, e foi o primeiro modo, do primeiro Iron Banner já com esta expansão, que veio trazer também uma nova forma de jogar Iron Banner, isto porque as Bounties agora são diferentes baseando-se mais em forçar o jogador a fazer mais partidas, a aplicar-se mais para subir de ranks, mas também é mais compensador, visto que os drops estão mais favoráveis o que ajudou a muitos jogadores a subir de níveis.

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Para além disso o design das novas armas é super interessante, assim como as suas perks. Outro dos pontos que temos ainda que referir, é o facto de termos um novo livro com desafios para completar, tal como acontecia com o Moments of Triumph, agora temos o Book of Iron, onde poderemos ganhar peças de armadura exclusivas, armas, símbolos, uma nave, ou ornamentos para essa armadura exclusiva. Mais uma forma para nos dedicarmos ao jogo ao longo do tempo.

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Em termos gerais Rise of Iron é a melhor expansão de Destiny nesta sua preparação para aquilo que será o Destiny 2 a chegar provavelmente no meio do ano que vem, ficando apenas por saber se esta maior dificuldade e a atenção da Bungie a introduzir eventos temporais ao longo do tempo se vai aguentar a pressão de ainda faltar muito tempo para termos um novo jogo. Não sei se vai ser tão fácil, mas pelo menos é bom saber que pelo menos tentaram que tal acontecesse, se bem que a fasquia e a exigência para Destiny 2 aumentou consideravelmente, especialmente se pensarmos que a Bungie está a largar aos poucos a antiga geração e a focar-se na nova geração. Vamos ver…

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