Developer: Nintendo
Plataformas: Nintendo Switch
Data de Lançamento: 26 de Junlo de 2019

Faltam menos de duas semanas para finalmente a Nintendo Switch receber o seu primeiro jogo de Fire Emblem, e bem sei que em 2017 tivemos o lançamento de Fire Emblem Warriors, mas neste caso é mais um Hash and Slash muito ao jeito de Dynasty Warriors, e bastante diferente dos clássicos Fire Emblem que todos conhecemos. Por isso foi com muito entusiasmo que os jogadores reagiram ao anúncio de Fire Emblem: Three Houses.

Para quem não está muito habituado aos jogos de Fire Emblem – até porque durante alguns anos foi um exclusivo das consolas DS e 3DS –, trata-se de um RPG de estratégia por turnos, onde existe normalmente uma excelente história por trás e onde teremos de comandar os nossos personagens nas suas missões. Fire Emblem: Three Houses não é diferente nesse aspecto, até porque oferece tudo isso que enunciei anteriormente, mas muito mais. Diria que, além disso, conseguiu introduzir mecânicas dos clássicos RPG, como diversos tipos de missões secundárias e outros elementos.

O jogo tem lugar no continente de Fódlan que está dividido em três facções: Império de Adrest, Holy Kingdom of Faerghus e Leicester Alliance. No centro de Fódlan está situado o mosteiro de Garreg Mach, onde podemos encontrar a Igreja de Seiros, assim como o exército dessa religião, os Knights of Seiros.

Além do que já referirmos, é neste mosteiro que se encontra a Officers Academy, um local onde estudam os futuros líderes das facções de Fódlan. A parte interessante é que estes estudantes estão divididos em três casas dentro da Officers Academy: a casa Black Eagles, que é virada para a magia e onde estão reunidos os estudantes do Império de Adrest, onde Edelgard é a sua líder e futura imperatriz; a Casa Blue Lions, que está virada para os cavaleiros e soldados e serve os alunos do Holy Kingdom of Faerghus, cujo líder é o príncipe Dimitri; e a Casa Golden Deer que ensina os seus estudantes a serem incríveis arqueiros e a dominarem as armas à distância, sendo liderados  por Claude e acolhendo os alunos de Leicester Alliance.

Agora que está apresentado o cenário do jogo, podemos falar da história inicial, onde o nosso personagem (podem escolher entre o género masculino ou feminino), está numa aldeia acompanhado pelo seu pai, Jeralt, um antigo general dos Knights of Seiros. Quando aparecem três jovens a pedir auxilio por estarem a ser atacados por bandidos, iremos ajudá-los nesse combate e é ai que conhecemos Dimitri, Claude e Edelgard. Ao derrotarmos esses mal-feitores, somos convidados a ir até ao mosteiro de Garreg Mach, sendo nesse local que ficamos a conhecer todos os detalhes do mosteiro, e nos oferecem – ou exigem – que fiquemos como professor de uma das três casas da Officers Academy, devido ao nosso talento em combate (ou pelo menos é o que nos dizem).

Será a partir daqui que começa toda a nossa aventura, e no meu caso, para fazer esta antevisão escolhi a casa do Black Eagles. Depois essa escolha (bastante importante para a história do jogo), é importante dizer que têm a possibilidade de visitar os locais do mosteiro e tudo o que nele podemos fazer, ou seja, pescar, semear, ensinar e falar com alunos, melhorar as suas capacidades, treinar e até fazer missões. Só para referir algumas das muitas coisas que o jogo oferece.

Algo que não posso deixar de referir é Sothis, uma personagem que “vive” dentro de nós, pouco sabemos quem ela é, ou da sua historia verdadeira. Para sermos realistas nem ela própria sabe, todos os acontecimentos fortes que o jogo nos vai proporcionando ela irá falar connosco e até debatendo o que se passa e o que isso poderá estar ligada a ela. É claramente uma das principais personagens do jogo, quase que um anjo da guarda, e provavelmente uma ajuda fundamental para a historia do jogo. Outra das personagens de maior importância trata-se da Lady Rhea, uma sacerdotisa que comanda todo o mosteiro, assim como os Knights of Seiros e até a própria Officers Academy, uma mulher de poder, com um ar doce e meigo, mas que com o passar do tempo percebemos que tudo pode ser apenas uma aparência.

Obviamente que além destas duas personagens importantíssimas, um jogo de Fire Emblem não seria a mesma coisa se não existisse uma boa trama para nos despertar ainda mais a atenção, e aqui não é diferente, a partir do meio da Part I do jogo tudo nos começa a suar a intrigas, mentiras, incertezas e inimigos. Inimigos esses que iremos começar por combate-los para honrar o nosso mosteiro, mas sem ter a certeza se estamos a agir da maneira mais correcta. Resumindo uma excelente história, sobre a qual iremos falar bem melhor quando lançarmos a nossa análise.

Já que tocamos no ponto dos combates, este é o verdadeiro ponto forte de Fire Emblem: Three Houses, e segue muito a ideia do último jogo da franquia (Fire Emblem Echoes: Shadows of Valentia), porque além do combate por turnos, teremos o terreno que será uma espécie de tabuleiro. Os nossos personagens podem mover-se um determinado número de casas e atacar se os adversários estiverem ao seu alcance. Arqueiros, mágicos e lutadores de lança podem atacar sem estarem na casa adjacente ao adversário, já os outros, têm de estar na casa adjacente para poderem atacar. Continuamos a poder usar itens, ataques especiais e alterar a arma que queremos atacar. Tudo o que estamos habituados.

Como é normal nesta franquia também os nossos personagens sobem de nível, sendo também possível alterar a sua classe, e agora, já que somos professores, até podemos decidir o que eles devem estudar e treinar todas as semanas para melhorarem determinados stats.

Existia muito mais para falar sobre ire Emblem: Three Houses, mas o resto irá ficar mesmo para a nossa análise que sairá no dia 25 de Julho. Por agora posso já afirmar que facilmente estamos perante um dos RPG que mais me está a agarrar e a divertir este ano.